Em uma pesquisa, cientistas formularam uma receita com dez passos para ter umaboa qualidade de vida e viver mais. É lógico que somente isso não garante que você vá chegar aos 300 anos, mas é uma boa base para se manter de bem com avida.

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domingo, 7 de agosto de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
Os 07 maiores erros científicos da História.
Viagra
A medicina é a ciência aplicada ao corpo humano — e as experiências médicas são tão complexas e variadas que as coisas muitas vezes não saem como o esperado. A mais famosa invenção sobre os instrumentos abaixo da cintura dos tempos modernos foi o Viagra. A droga era para ajudar os pacientes com angina peitoral, uma condição dolorosa do coração em que o sistema circulatório se contrai e não recebe sangue oxigenado suficientemente. Embora a medicação tenha falhado em tratar a doença, ela teve um efeito colateral que aumentava o fluxo sangüíneo em outro lugar. Os pacientes mencionaram esta condição e um novo uso da pílula a fez famosa. O resto é história.
Brometo de Potássio
Em outras épocas, os cientistas estavam tentando como loucos para parar o sangue que corre abaixo da cintura. A masturbação era considerada a causa de todos os males sociais como violência psicótica por exemplo. Alguns tentaram curar o terrível flagelo, através da oração, outros através de dieta — durante esse tempo que foram criadas as bolachas água e sal — mas outros sabiam que as soluções médicas eram a única forma de acabar com o mal. Eles perceberam que as pessoas se mastubavam menos sob a influência de brometo de potássio. A substância foi saudada como um tratamento específico até que o entusiasmo diminuiu quando os médicos notaram que as pessoas, além de se masturbar menos, elas faziam tudo em ritmo lento sob a influência de brometo de potássio. O composto foi logo reclassificado como um sedativo, e masturbação foi reclassificada como algo que ocupa a grande maioria do tráfego da Internet.
Penicilina
Este antibiótico é muitas vezes considerada uma das grandes descobertas acidentais. Alexander Fleming recebeu o Prêmio Nobel quando percebeu que um fungo tinha contaminado suas culturas de gripe - mas a área ao redor do molde estava livre de infecção. Outros, porém, tinha chegado lá antes dele, incluindo jovens cowboys que usaram pão mofado para tratar infecções da pele em cavalos, e que esfregavam o fungo nas pernas para para evitar feridas da sela.
Radiação cósmica de fundo
Descobertas acidentais muitas vezes, não são tão difíceis de se ver como um pequeno pires de mofo, ou como cowboys esfregando as coisas em outras coisas. Às vezes elas são tão altas e chatas como um zumbido persistente que você simplesmente não consegue tirar da sua cabeça. Arno Penzias e Robert Wilson estavam usando uma antena para receber sinais da Via Láctea. Só que eles não conseguiram, porque ao invés de pequenos sinais discretos, ouviram um constante zumbido irritante, não importando a forma que eles posicionavam a antena. Após checar o equipamento, excluir interferências de comunicações militares e até abater os pombos aninhados dentro da antena — achando que eles estavam causando o zumbido — os dois pesquisadores ainda ouviam o barulho. Acontece que eles estavam ouvindo a radiação cósmica de fundo, que viria a comprovar o Big Bang. Desculpando-se do caso dos pombos, eles descreveram suas conclusões e ganharam um prêmio Nobel.
A história deste episódio é muito interessante e conta com mais fatores e é descrita muito bem na série exibida no Fantástico "Poeira das Estrelas" há alguns anos atrás. Procure que você acha.
Raios-X
O físico William Roentgen estava filmando uma corrente elétrica passando através de um gás especial em um tubo de vidro. O gás brilhava. Roentgen então cobriu o tubo com papel grosso para que ele pudesse continuar com sua tarefa e não ficar impressionado com coisas brilhantes. O brilho se manteve, só que desta vez ele estava vindo de uma tela tratada com elementos pesados, a poucos metros de distância. Um pouco de experimentação depois e Roentgen descobriu que ele tinha feito um raio que passou através de elementos leves e interagiu apenas com os elementos pesados. Ta-dá: o raio-X.
Vidro temperado
E agora de volta para uma área que tem sido a causa de grandes descobertas e de grande preocupação: a falta de higiene. Os vidros de segurança foram inventado quando um desajeitado pesquisador de materiais bateu uma proveta numa prateleira alta e notou que ela tinha se quebrado em pedaços, mas não em pedaços afiados ou cacos perigosos. Como todo cientista, o cabra ficou curioso e verificou que a proveta não tinham sido lavada adequadamente, e o resto do plástico (nitrato de celulose) que estava revestindo o interior da proveta manteve os pedaços quebrados juntos.
Sacarina
Claro que ninguém gosta de lavar pratos. Mas todos devem pelo menos gostar de lavar as mãos. Não Constantin Fahlberg. Após um árduo dia de trabalho com alcatrão de carvão e de ir ao banheiro em estações de ônibus e acariciar todo cão sarnento que ele podia encontrar (nossa!), ele chegou em casa e, sem lavar as mãos, pegou uma fatia de um dos bolos de sua mulher. Tinha um gosto mais doce que o normal. Ele perguntou à esposa se ela tinha feito alguma coisa diferente com os bolos. Ela não tinha. Ele provou então as fatias restantes que estavam normais. Fahlberg então descobrira a Sacarina. Sua esposa lhe disse para nunca mais voltar para casa, mas todos que gostam de produtos doces sem açúcar viveram felizes para sempre.
Fonte: io9.com
A medicina é a ciência aplicada ao corpo humano — e as experiências médicas são tão complexas e variadas que as coisas muitas vezes não saem como o esperado. A mais famosa invenção sobre os instrumentos abaixo da cintura dos tempos modernos foi o Viagra. A droga era para ajudar os pacientes com angina peitoral, uma condição dolorosa do coração em que o sistema circulatório se contrai e não recebe sangue oxigenado suficientemente. Embora a medicação tenha falhado em tratar a doença, ela teve um efeito colateral que aumentava o fluxo sangüíneo em outro lugar. Os pacientes mencionaram esta condição e um novo uso da pílula a fez famosa. O resto é história.Brometo de Potássio
Em outras épocas, os cientistas estavam tentando como loucos para parar o sangue que corre abaixo da cintura. A masturbação era considerada a causa de todos os males sociais como violência psicótica por exemplo. Alguns tentaram curar o terrível flagelo, através da oração, outros através de dieta — durante esse tempo que foram criadas as bolachas água e sal — mas outros sabiam que as soluções médicas eram a única forma de acabar com o mal. Eles perceberam que as pessoas se mastubavam menos sob a influência de brometo de potássio. A substância foi saudada como um tratamento específico até que o entusiasmo diminuiu quando os médicos notaram que as pessoas, além de se masturbar menos, elas faziam tudo em ritmo lento sob a influência de brometo de potássio. O composto foi logo reclassificado como um sedativo, e masturbação foi reclassificada como algo que ocupa a grande maioria do tráfego da Internet.Penicilina
Este antibiótico é muitas vezes considerada uma das grandes descobertas acidentais. Alexander Fleming recebeu o Prêmio Nobel quando percebeu que um fungo tinha contaminado suas culturas de gripe - mas a área ao redor do molde estava livre de infecção. Outros, porém, tinha chegado lá antes dele, incluindo jovens cowboys que usaram pão mofado para tratar infecções da pele em cavalos, e que esfregavam o fungo nas pernas para para evitar feridas da sela.Radiação cósmica de fundo
Descobertas acidentais muitas vezes, não são tão difíceis de se ver como um pequeno pires de mofo, ou como cowboys esfregando as coisas em outras coisas. Às vezes elas são tão altas e chatas como um zumbido persistente que você simplesmente não consegue tirar da sua cabeça. Arno Penzias e Robert Wilson estavam usando uma antena para receber sinais da Via Láctea. Só que eles não conseguiram, porque ao invés de pequenos sinais discretos, ouviram um constante zumbido irritante, não importando a forma que eles posicionavam a antena. Após checar o equipamento, excluir interferências de comunicações militares e até abater os pombos aninhados dentro da antena — achando que eles estavam causando o zumbido — os dois pesquisadores ainda ouviam o barulho. Acontece que eles estavam ouvindo a radiação cósmica de fundo, que viria a comprovar o Big Bang. Desculpando-se do caso dos pombos, eles descreveram suas conclusões e ganharam um prêmio Nobel.A história deste episódio é muito interessante e conta com mais fatores e é descrita muito bem na série exibida no Fantástico "Poeira das Estrelas" há alguns anos atrás. Procure que você acha.
Raios-X
O físico William Roentgen estava filmando uma corrente elétrica passando através de um gás especial em um tubo de vidro. O gás brilhava. Roentgen então cobriu o tubo com papel grosso para que ele pudesse continuar com sua tarefa e não ficar impressionado com coisas brilhantes. O brilho se manteve, só que desta vez ele estava vindo de uma tela tratada com elementos pesados, a poucos metros de distância. Um pouco de experimentação depois e Roentgen descobriu que ele tinha feito um raio que passou através de elementos leves e interagiu apenas com os elementos pesados. Ta-dá: o raio-X.Vidro temperado
E agora de volta para uma área que tem sido a causa de grandes descobertas e de grande preocupação: a falta de higiene. Os vidros de segurança foram inventado quando um desajeitado pesquisador de materiais bateu uma proveta numa prateleira alta e notou que ela tinha se quebrado em pedaços, mas não em pedaços afiados ou cacos perigosos. Como todo cientista, o cabra ficou curioso e verificou que a proveta não tinham sido lavada adequadamente, e o resto do plástico (nitrato de celulose) que estava revestindo o interior da proveta manteve os pedaços quebrados juntos.Sacarina
Claro que ninguém gosta de lavar pratos. Mas todos devem pelo menos gostar de lavar as mãos. Não Constantin Fahlberg. Após um árduo dia de trabalho com alcatrão de carvão e de ir ao banheiro em estações de ônibus e acariciar todo cão sarnento que ele podia encontrar (nossa!), ele chegou em casa e, sem lavar as mãos, pegou uma fatia de um dos bolos de sua mulher. Tinha um gosto mais doce que o normal. Ele perguntou à esposa se ela tinha feito alguma coisa diferente com os bolos. Ela não tinha. Ele provou então as fatias restantes que estavam normais. Fahlberg então descobrira a Sacarina. Sua esposa lhe disse para nunca mais voltar para casa, mas todos que gostam de produtos doces sem açúcar viveram felizes para sempre.
Fonte: io9.com
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Sintomas clássicos da paixão têm explicação hormonal
A explicação da paixão vai muito além da bioquímica. Envolve gostos, cheiros, memórias e sensações particulares. Mas os sinais típicos desse sentimento, como palpitação, frio na barriga, suor, brilho nos olhos, leveza e perda de fome e sono, também têm uma base hormonal.
Glândulas e neurotransmissores são responsáveis pelas mudanças do corpo e da mente nessa fase. Para aprofundar como age a paixão – que vem do gregopathos e significa sofrimento, como em Paixão de Cristo –, o Bem Estar desta sexta-feira (10) convidou o endocrinologista Alfredo Halpern e o psicólogo Ailton Amélio da Silva, que coordenou uma pesquisa sobre o "mapa do amor" em quatro cidades brasileiras.
Segundo Halpern, a paixão é uma união química, que só ocorre quando se trata de uma via de mão dupla, ou seja, há reciprocidade. Ela faz bem para a alma, o coração e a saúde em geral – mas, quando acontece o afastamento, pode vir a depressão, porque existe uma dependência provocada pela dopamina. Esses sintomas duram de 1 ano e meio a 3 anos, que é o tempo em geral, sob o ponto de vista biológico, de os indivíduos casarem e terem filhos.
A maioria das pessoas conhece o grande amor da vida no trabalho, na escola ou na academia – locais que os dois já frequentavam. E a chance de um relacionamento dar certo depende também se o casal tinha uma amizade anterior, com identificações e afinidades percebidas previamente ao envolvimento amoroso.
Há também quem se conheça inesperadamente, no trânsito, no supermercado ou pela internet. Mas o campeão de encontros e parcerias é mesmo o ambiente profissional. E alguns dizem que o rendimento é maior nesse caso, porque o outro serve de inspiração no dia a dia.
Na opinião do dr. Ailton, para que a paixão nasça, é necessário que haja admiração, idealização e esperança de ser correspondido. Um dia, porém, ela acaba, e o sentimento pelo companheiro se solidifica e vira amor. Ou, então, ela começa por outra pessoa.
Segundo o psicólogo, para se relacionar, é importante oferecer sempre mais coisas boas que ruins. Pode ser uma comida, uma conversa, a celebração de uma data ou sexo. A unidade entre os dois é fundamental, mas a individualidade não pode deixar de existir.
A internet pode ser uma forma eficiente de aproximação, principalmente para os mais tímidos, mas é preciso saber escrever a palavra certa para o alvo certo. Muitas vezes, a paixão do mundo virtual cai após um clique, já que a realidade é bem diferente e, ao vivo, as máscaras caem e cada um se mostra como realmente é.
Para ajudar pacientes com o coração partido, o dr. Ailton "baixa a bola" do parceiro, fazendo com que a pessoa veja quem ele é de verdade, não idealizado ou demonizado.
Fonte: www.globo.com/bemestar
Fonte: www.globo.com/bemestar
quinta-feira, 12 de maio de 2011
MAC MUMIA: Mac Lanche Feliz passa seis meses sem se decompor
sexta-feira, 6 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Por que não vivemos para sempre?
| Ao envelhecer, as células começam a nos trair. Desvendando os segredos do envelhecimento, cientistas podem tornar a vida mais longa e saudável |
| SE VOCÊ PUDESSE PLANEJAR como sua vida terminará – suas últimas semanas, dias, horas e minutos –, o que escolheria? Iria, por exemplo, fi car em boa forma até o último momento, para então ir rapidamente? Muitas pessoas dizem que escolheriam essa opção, mas vejo um detalhe importante. Se você se sente bem em um momento, a última coisa que deseja é cair morto na sequência. E para sua família e seus amigos, que sofreriam a perda, sua morte seria um golpe cruel. Mas lidar com uma doença terminal longa e arrastada também não é muito bom, assim como o pesadelo de perder um ente querido na escuridão da demência. Preferimos evitar pensar sobre o fi m da vida. Mesmo assim, é saudável fazer essas perguntas, ao menos de vez em quando, e defi nir corretamente os objetivos da política e pesquisa médicas. Também é importante perguntar até onde a ciência pode ajudar os esforços para enganar a morte. Costuma-se dizer que nossos ancestrais lidavam melhor com a morte, ao menos porque a viam com muito mais frequência. Há 100 anos, a expectativa de vida no Ocidente era 25 anos mais curta que hoje, resultado de muitas crianças e jovens adultos morrerem prematuramente por várias causas. Um quarto das crianças morria de infecções antes do quinto aniversário; mulheres jovens sucumbiam às complicações do parto; e mesmo um jovem jardineiro, ferindo a mão em um espinho, poderia ser vítima de envenenamento. Durante o último século, o saneamento e a medicina reduziram as taxas de mortalidade nos primeiros anos da vida tão drasticamente que a maior parte das pessoas está morrendo muito mais tarde, e a população como um todo é mais velha que antes. A expectativa de vida está aumentando em todo o mundo. Nos países mais ricos, cresce cinco horas ou mais por dia e, em muitos países em desenvolvimento que estão se livrando do atraso, aumenta ainda mais. A principal causa de morte hoje é o processo de envelhecimento e os vários desastres que ele provoca: o câncer, que leva as células a proliferar fora de controle, ou a doença de Alzheimer, no polo oposto, pela morte prematura dos neurônios. Até a década de 90, demógrafos previam com confi ança que a tendência histórica de aumento da expectativa de vida logo cessaria. Muitos pesquisadores acreditavam que o envelhecimento era prefi xado – um processo programado em nossa biologia que resultava em um momento predeterminado para morrer. |
Ninguém previu a continuidade do aumento da expectativa de vida. Essa conquista pegou políticos e planejadores de surpresa. Os cientistas ainda estão se acostumando com a noção de que o envelhecimento não é fi xo, que ainda não chegamos ao limite do prazo de vida. Ele muda e continua a mudar, prolongado por razões que ainda não compreendemos bem. O declínio das taxas de mortalidade dos muito velhos está levando a expectativa de vida das pessoas a um território inexplorado. Se as certezas prevalentes sobre o envelhecimento humano desabaram, o que sobra? O que a ciência sabe mesmo sobre esse processo?
Nem sempre é fácil aceitar essas novas ideias, porque os cientistas são humanos, e crescemos com concepções rígidas sobre o envelhecimento do corpo. Há alguns anos, enquanto dirigia com minha família pela África, uma cabra pega sob as rodas do nosso veículo morreu na hora. Quando expliquei à minha fi lha de 6 anos o que acabara de acontecer, ela perguntou: “A cabra era jovem ou velha?”. Fiquei curioso sobre a razão daquela dúvida. “Se ela estava velha, não é triste, porque não teria mais muito tempo para viver, de qualquer jeito”, foi a resposta. Fiquei impressionado. Se atitudes tão sofi sticadas quanto à morte se formam tão cedo, não surpreende que a ciência lute para aceitar a realidade de que a maior parte do que sabíamos sobre o envelhecimento está errado.
Para explorar o pensamento atual sobre o que controla o envelhecimento, vamos começar imaginando um corpo no fi nal da vida. O último suspiro é dado, a morte chega e a vida acaba. Nesse momento, a maioria das células está viva. Sem saber o que acaba de acontecer, elas conduzem, tão bem quanto possível, os processos metabólicos que suportam a vida – usando o oxigênio e os nutrientes à sua volta para gerar a energia necessária à síntese de proteínas e outros componentes celulares e ao suporte a suas atividades (a principal atividade das células).
Em pouco tempo, privadas de oxigênio, as células morrem e, com isso, algo imensamente antigo chega a seu fi m silencioso. Cada célula do corpo que acaba de morrer poderia, se houvesse registros, traçar sua ancestralidade por uma cadeia ininterrupta de divisões celulares iniciada há 4 bilhões de anos com as primeiras formas de vida celular neste planeta.
A morte é certa. Mas pelo menos algumas de nossas células têm uma propriedade espantosa: são dotadas de algo tão próximo da imortalidade quanto pode ser alcançado na Terra. Quando você morre, apenas um pequeno número de suas células continuará essa linhagem imortal rumo ao futuro – e só se você tiver fi lhos. Apenas uma célula do seu corpo escapa à extinção – um espermatozóide ou um óvulo – por fi lho. Os bebês nascem, crescem, amadurecem
e se reproduzem, continuando o ciclo.
O cenário que acabamos de imaginar revela não apenas o destino de nosso corpo mortal, ou “soma”, constituído de todas as células não reprodutivas, mas também a quase milagrosa imortalidade da linhagem celular a que pertencemos. A questão principal da ciência do envelhecimento, que dá origem a todas as outras, é: por que a maioria das criaturas tem um corpo mortal? Por que a evolução não levou nossas células a aproveitar a aparente imortalidade da linhagem genética representada pelo espermatozoide e o óvulo? Essa questão foi levantada pela primeira vez pelo naturalista alemão do século 19, August Weismann, e uma solução me ocorreu durante o banho, em uma noite de inverno no início de 1977. Acredito que a resposta, hoje chamada de teoria do soma dispensável, explica muito sobre por que o envelhecimento das diferentes espécies acontece como vemos.
POR QUE ENVELHECEMOS ASSIM
A teoria é mais bem compreendida considerando os desafi os que as células dos organismos complexos enfrentam enquanto tentam sobreviver. Elas são danifi cadas o tempo todo – o DNA tem mutações, as proteínas sofrem danos, moléculas altamente reativas chamadas radicais livres rompem as membranas e a lista segue. A vida depende da cópia e tradução constante dos dados genéticos, e sabemos que o maquinário celular que lida com todas essas coisas, por melhor que seja, não é perfeito. Considerando todos esses desafi os, a imortalidade da linhagem genética impressiona.
As células vivas funcionam sob constante ameaça de quebra, e a linhagem não fi ca imune. A razão por que ela não se extingue em uma catástrofe de erros tem a ver, por um lado, com seus mecanismos altamente sofi sticados de manutenção e reparos e, por outro, com sua capacidade de se livrar dos erros mais sérios por meio de rodadas contínuas de competição. Os espermatozoides são produzidos em quantidades excessivas; normalmente, apenas um deles consegue fertilizar o óvulo. As células que originam os óvulos são produzidas em números muito maiores do que podem ser liberadas; um rigoroso controle de qualidade elimina aquelas que não forem boas o bastante. E, fi nal mente, se erros passarem por todos esses testes, a seleção natural dá a última palavra sobre quais indivíduos são mais aptos a transmitir seus genes às gerações futuras.
Após o feito aparentemente milagroso de gerar um corpo inteiro a partir de uma única célula – o óvulo fertilizado –, deveria ser relativamente simples sua manutenção indefi nida, como o evolucionista americano George Williams apontou. Realmente, para alguns organismos pluricelulares, a ausência de envelhecimento parece ser a regra. A hidra de água doce, por exemplo, mostra um poder de sobrevivência impressionante. Aparentemente não envelhece, já que não mostra aumento de mortalidade ou decréscimo de fertilidade ao longo do tempo, assim como parece capaz de regenerar todo um corpo novo a partir de um pequeno fragmento se for cortada em pedaços. O segredo de sua juventude eterna é o fato de seu corpo ser permeado de células germinativas. Se elas estão em toda parte, não surpreende que um indivíduo possa sobreviver indefi nidamente se não for vítima de danos ou predadores.
Na maioria dos animais multicelulares, no entanto, a linhagem genética é encontrada apenas no tecido das gônadas, onde espermatozóides e óvulos são formados. Esse arranjo tem muitas vantagens. Durante a longa história da evolução, permitiu que outros tipos de células se especializassem – células nervosas, musculares, hepáticas, entre outras necessárias para o desenvolvimento de qualquer organismo complexo, um Triceratops ou um humano.
A divisão de trabalho teve consequências duradouras sobre o envelhecimento e a expectativa de vida dos organismos. Assim que as células especializadas deixaram o papel de continuar a espécie, também abandonaram qualquer necessidade de imortalidade; elas poderiam morrer depois que o corpo passasse seu legado genético para a próxima geração.
Então, por quanto tempo essas células especializadas podem viver? Em outras palavras, por quanto tempo nós e outros organismos complexos podemos viver? A resposta para qualquer espécie tem relação com as ameaças ambientais enfrentadas por seus antecessores enquanto evoluíam e com os custos energéticos da manutenção do corpo em boas condições de operação.
A grande maioria dos organismos morre relativamente jovem por causa de acidentes, predação, infecção ou fome. Ratos selvagens, por exemplo, estão à mercê de um ambiente muito perigoso. Eles são mortos rapidamente – é raro chegarem ao primeiro aniversário. Os morcegos, por outro lado, estão mais seguros porque podem voar.
Enquanto isso, a manutenção do corpo é custosa e os recursos costumam ser limitados. De todo o consumo de energia, uma parte pode ir para o crescimento, outra para os trabalhos físicos e para o movimento e outra para a reprodução. Um pouco dessa energia, no entanto, pode ser armazenada sob a forma de gordura para proteção contra a fome, mas boa parte dela é consumida apenas para reparar os inúmeros danos que surgem a cada segundo de vida do organismo. Outra parte desses escassos recursos vai para a conferência do código genético envolvido na síntese contínua de novas proteínas e moléculas essenciais. E outra ainda movimenta os mecanismos de eliminação de dejetos celulares, ávidos por energia.
EVOLUÇÃO POR ADAPTAÇÃO
é aqui que a teoria do soma dispensável entra: ela afi rma que, assim como o fabricante humano de qualquer produto – um carro ou um casaco, por exemplo – espécies que evoluem têm de fazer adaptações. Não compensa investir na possibilidade de sobreviver indefinidamente se o ambiente talvez traga a morte em um intervalo de tempo previsível. Para que a espécie sobreviva, seu genoma deve basicamente manter um organismo em boa forma e permitir-lhe se reproduzir com sucesso nesse intervalo de tempo.
Em todas as fases da vida, até o seu fi m, o corpo faz o máximo para se manter vivo – em outras palavras, não é programado para o envelhecimento e a morte, mas para a sobrevivência. Mas, sob a intensa pressão da seleção natural, as espécies acabam priorizando o investimento em crescimento e reprodução – a perpetuação da espécie – em vez da construção de um corpo que possa durar para sempre. Então o envelhecimento é provocado pelo acúmulo gradual durante a vida de diversas formas de danos celulares e moleculares não reparados.
Nenhum programa biológico, então, defi ne precisamente a hora de morrer, mas há cada vez mais evidências sugerindo que, apesar disso, alguns genes possam infl uenciar o quanto vivemos. Tom Johnson e Michael Klass, trabalhando com vermes nematoides, descobriram um gene com esse efeito sobre a longevidade nos anos 80. A mutação de um gene que os pesquisadores denominaram age-1 produziu um aumento de 40% no tempo de vida. Desde então, pesquisadores de muitos laboratórios encontraram vários outros genes capazes de aumentar o tempo de vida dos nematoides, e mutações similares apareceram em outros animais, das moscas-das-frutas até os ratos.
Esses genes costumam alterar o metabolismo de um organismo, a forma como ele usa a energia para suas funções corporais. É comum os pesquisadores descobrirem como os genes desempenham funções nos caminhos de sinalização da insulina, essenciais à regulação metabólica. As cascatas de interações moleculares que constituem esses caminhos mudam os níveis gerais de atividade de literalmente centenas de outros genes responsáveis pelo controle de todos os intrincados processos responsáveis pela manutenção e o reparo das células. De fato, parece que o alongamento do tempo de vida requer a mudança exatamente desses processos que protegem o corpo contra o acúmulo de danos.
A quantidade de comida disponível também interfere no metabolismo. Já na década de 30, pesquisadores descobriram que ratos de laboratório que comiam menos viviam mais. Mais uma vez, a modulação do metabolismo parece ter efeito sobre a taxa de acúmulo de danos, porque os ratos sujeitos a restrição diária aumentam a atividade de uma gama de sistemas de manutenção e reparos. À primeira vista, pode parecer estranho que um animal com pouca alimentação gaste mais, e não menos, energia na manutenção corporal. Um período de fome é, no entanto, um momento ruim para a reprodução e evidências apontam que nesses períodos alguns animais “desligam” sua fertilidade, liberando uma grande fração de sua energia para a manutenção celular.
SOBRE RATOS E HOMENS
ESSA NOÇÃO de restrição calórica – e a aparente capacidade que ela tem de aumentar a longevidade – chamou a atenção de pessoas que desejam viver mais. Humanos que passam fome na esperança de uma vida mais longa deveriam notar, porém, que nosso metabolismo lento é bem diferente daquele de organismos em que essa estratégia foi testada.
Um grande aumento da longevidade realmente foi conseguido em vermes, moscas e ratos. Esses animais, com suas vidas curtas e rápidas, têm necessidade urgente de gerenciar seu metabolismo de modo a adaptá-lo rapidamente às circunstâncias diferentes. Nos vermes nematoides, por exemplo, a maior parte dos efeitos mais espetaculares sobre o tempo de vida resultou de mutações que evoluíram para permitir-lhes mudar seu desenvolvimento de uma forma resistente ao estresse quando se encontrassem em um ambiente hostil e provavelmente precisassem viajar muito para encontrar melhores condições de vida. Nós humanos, em todo caso, podemos não ter a mesma fl exibilidade na alteração de nosso controle metabólico. Efeitos imediatos, é claro, ocorrem em humanos que passam por restrições nutricionais voluntárias, mas só o tempo – e muitos anos de fome – dirão se elas têm algum impacto benéfi co sobre o processo de envelhecimento e, em particular, sobre a longevidade.
O objetivo da pesquisa gerontológica em humanos, no entanto, é sempre melhorar a saúde no fi nal da vida, e não permitir seu prolongamento indefi nido.
Outro fato também está evidenciado: animais que tiveram suas vidas prolongadas também passaram pelo processo de envelhecimento. Ele ocorre porque os danos ainda se acumulam e, com o tempo, levam ao colapso das funções do corpo. Por isso, se quisermos que nosso fi m seja realmente melhor, precisamos procurar em outro lugar. Em particular, precisamos focar em descobrir como limitar ou reverter com segurança o acúmulo de danos que leva à fragilidade, à defi ciência e às doenças ligadas à idade. Esse objetivo representa um grande desafi o e demanda pesquisas interdisciplinares rigorosas.
SEM RESPOSTAS SIMPLES
ENVELHECER É COMPLICADO. Afeta o corpo em todos os níveis, das moléculas às células e órgãos. Também envolve vários tipos de danos. E, apesar de ser verdade que, em geral, eles se acumulam com a idade e ocorrem mais devagar em alguns tipos de células que em outros (dependendo da efi ciência dos sistemas de reparos), ocorrem aleatoriamente e a extensão pode variar mesmo em duas células do mesmo tipo no mesmo indivíduo. Assim, todos envelhecem e morrem, mas o processo varia consideravelmente – confi rmando novamente que o envelhecimento não deriva de um programa genético que especifi ca a rapidez com que nos tornamos frágeis e morremos. Para entender o envelhecimento de maneira detalhada o bastante para intervir de modo preciso que suspenda ou retarde a morte de determinados tipos de células, precisamos saber a natureza dos defeitos moleculares que conduzem o processo em escala celular. Quantas dessas falhas devem ocorrer para que a célula deixe de funcionar? Quantas células defeituosas devem se acumular em dado órgão antes que ele dê sinais de doença? E se concordarmos que é mais importante mirar em alguns órgãos que em outros, como teremos a precisão necessária?
Pode ser possível combater o envelhecimento alterando mecanismos importantes que as células usam para reverter o acúmulo de danos. Uma forma como a célula responde a muitos problemas é simplesmente se matando. Em algum momento, os cientistas viram esse processo de suicídio celular, chamado apoptose, como prova de que o envelhecimento obedece a um programa genético. Em tecidos envelhecidos, a frequência com que isso acontece aumenta, e esse processo realmente contribui. Mas agora sabemos que ele age principalmente como um mecanismo de sobrevivência que protege o organismo contra células que poderiam causar danos, notavelmente algumas que se transformaram em malignas.
A apoptose ocorre mais em órgãos velhos porque suas células sofreram mais danos. Devemos lembrar, no entanto, que, na Natureza, é raro os animais chegarem à velhice. A apoptose evoluiu para lidar com as células danifi cadas nos órgãos mais jovens, quando muito menos delas teriam de ser eliminadas. Se muitas células morrem, o órgão começa a falhar ou se debilita. Então, ela é boa, quando exclui células potencialmente perigosas, e ruim, quando elimina muitas delas. A Natureza se importa mais com a sobrevivência dos mais jovens que com o declínio na velhice, então nem toda apoptose pode ser necessária no fi m da vida. Em algumas doenças, como no derrame, os pesquisadores esperam que, suprimindo a apoptose no tecido menos danifi cado, a perda de células resultante possa ser reduzida, ajudando assim na recuperação.
Em vez de morrer, as células danifi cadas, que normalmente conseguem se reproduzir, podem tomar uma atitude menos drástica e simplesmente parar de se dividir, destino conhecido como senescência celular. Há 50 anos, Leonard Hayfl ick, hoje na University of California em São Francisco, descobriu que as células tendem a se dividir um número defi nido de vezes – chamado limite de Hayfl ick – e depois param. Trabalhos posteriores mostraram que elas param quando os telômeros, que protegem as extremidades dos cromossomos, fi cam desgastados demais, mas outros detalhes desse processo continuam obscuros.
Recentemente, meus colegas e eu fi zemos uma descoberta emocionante: cada célula tem um circuito molecular bastante sofi sticado que monitora o nível dos danos em seu DNA e nas estruturas formadoras de energia chamadas mitocôndrias. Quando a quantidade de danos supera determinado ponto, a célula “trava” em um estado em que ainda consegue desempenhar funções úteis no corpo, mas não pode mais se dividir. Assim como com a apoptose, a inclinação da Natureza em favor da sobrevivência dos mais jovens provavelmente signifi ca que nem todos os travamentos são estritamente necessários. Mas para destravá-las, devolvendo-lhes a capacidade de se dividir, sem desencadear a ameaça de um câncer, precisamos compreender os detalhes do funcionamento da senescência celular.
A ciência complexa necessária para essa descoberta demandou uma equipe multidisciplinar, incluindo biólogos moleculares, bioquímicos, matemáticos e cientistas da computação, assim como instrumentos de ponta que fornecem as imagens dos danos nas células vivas. Ainda não sabemos aonde essas descobertas podem levar, mas é por meio de estudos desse tipo que podemos esperar encontrar novas drogas capazes de combater as doenças relacionadas à idade de formas completamente diferentes e, assim, encurtar o período de doenças crônicas experimentado no fi nal da vida. Por causa do grau de difi culdade desse tipo de pesquisa básica, muitos anos, talvez décadas, podem passar até que essas drogas cheguem ao mercado.
Usar a ciência do envelhecimento para melhorar o fi m da vida é um desafi o, talvez o maior ainda a ser encarado pela ciência médica. As soluções não virão facilmente, apesar dos argumentos usados pelos mercadores da imortalidade, para quem a restrição calórica ou os suplementos alimentares como o resveratrol podem permitir viver mais. A mais alta engenhosidade humana será necessária para superar esse desafi o. Acredito que podemos e iremos desenvolver tratamentos para facilitar nossos últimos anos. Mas, quando o fi m chegar, cada um de nós, sozinho, terá de se entender com nossa mortalidade. Ainda mais razão para se concentrar em viver – em aproveitar ao máximo o tempo que vivemos, porque nenhum elixir mágico nos salvará.
por Thomas Kirkwood - sciam.com.br
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Beba água com estômago vazio
|
1. De manhã e antes de escovar os dentes, beber 2 copos de água.
2. Escovar os dentes, mas não comer ou beber nada durante 15 minutos.
3. Após 15 minutos, você pode comer e beber normalmente.
4. Depois do lanche, almoço e jantar não se deve comer ou beber nada durante 2 horas.
5. Pessoas idosas ou doentes que não podem beber 2 copos de água, no início podem começar por tomar um copo de água e aumentar gradualmente.
6. O método de tratamento cura os doentes e permite aos outros desfrutar de uma vida mais saudável.
A lista que se segue apresenta o número de dias de tratamento que requer a cura das principais doenças:
1. Pressão Alta - 30 dias
2. Gastrite - 10 dias
3. Diabetes - 30 dias
4. Obstipação - 10 dias
5. Câncer - 180 dias
6. Tuberculose - 90 dias
7. Os doentes com artrite devem continuar o tratamento por apenas 3 dias na primeira semana e, desde a segunda semana, diariamente.
Este método de tratamento não tem efeitos secundários. No entanto, no início do tratamento terá de urinar frequentemente.
É melhor continuarmos o tratamento mesmo depois da cura, porque este procedimento funciona como uma rotina nas nossas vidas. Beber água é saudável e dá energia.
Isto faz sentido: o chinês e o japonês bebem líquido quente com as refeições, e não água fria.
Talvez tenha chegado o momento de mudar seus hábitos de água fria para água quente, enquanto se come. Nada a perder, tudo a ganhar!
Para quem gosta de beber água fria.
Beber um copo de água fria ou uma bebida fria após a refeição solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso retarda a digestão.
Uma vez que essa 'mistura' reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida mais rapidamente do que o alimento sólido para o trato gastrointestinal. Isto retarda a digestão, fazendo acumular gordura em nosso organismo e danifica o intestino.
É melhor tomar água morna, ou se tiver dificuldade, pelo menos água natural.
Nota muito grave - perigoso para o coração:
As mulheres devem saber que nem todos os sintomas de ataques cardíacos vão ser uma dor no braço esquerdo.
Esteja atento para uma intensa dor na linha da mandíbula. Você pode nunca ter primeiro uma dor no peito durante um ataque cardíaco.
Náuseas e suores intensos são sintomas muito comuns.
60% das pessoas têm ataques cardíacos enquanto dormem e não conseguem despertar. Uma dor no maxilar pode despertar de um sono profundo...
Sejamos cuidadosos e vigilantes.
Quanto mais se sabe, maior chance de sobrevivência...
Um cardiologista diz que se todos que receberem esta mensagem, a enviarem a pelo menos uma das pessoas que conhecem, pode ter a certeza de que, pelo menos, poderá salvar uma vida.
Colaboração: Prof. Jardes Nobre
quarta-feira, 23 de março de 2011
9 fatos para entender a crise nuclear no Japão
Imagem: Google
A crise nuclear que o Japão está vivendo foi classificada no nível 5 da escala internacional de eventos nucleares (INES) e já é considerada o terceiro maior acidente nuclear da história, atrás de Three Mile Island (Pensilvânia, EUA) e Chernobyl (Ucrânia). O problema começou no dia 11 de março, quando ocorreu o maior tremor da história do Japão e o quarto maior do mundo. O terremoto atingiu 9 graus de magnitude e provocou um tsunami que destruiu o nordeste do país. Mas agora a ameaça vem de outro lugar: a usina nuclear de Fukushima. A liberação de partículas radioativas fez com que uma área de 20 km ao redor da usina fosse evacuada e está preocupando pessoas do mundo todo. Como isso foi acontecer? Mesmo quem mora longe do Japão deve se preocupar? Respondemos 9 perguntas básicas que vão ajudar você a entender melhor essa crise nuclear.
1- O que provocou o problema nuclear no Japão?
O terremoto atingiu uma área em que havia 20 reatores operando, em diversas usinas. Desses, nove continuaram funcionando normalmente. Houve queda de energia nos outros 11, mas geradores ligaram o sistema de refrigeração. O problema é que os geradores de três deles queimaram – e são justamente esses que estão causando problemas. Isso porque, mesmo quando o reator é desligado e a fissão nuclear cessa (quando o núcleo do átomo de urânio se divide em dois, liberando grande quantidade de energia), os produtos dessa reação continuam a emitir radiações que produzem calor. Se a temperatura ficar alta demais, o revestimento de metal que guarda o combustível radioativo pode derreter, liberando gases radioativos e hidrogênio – gás altamente inflamável que pode provocar explosões que danificam as paredes de contenção do reator e liberam radiação. Em caso de derretimento completo do metal, pílulas de combustível caem para o fundo do vaso de contenção do reator, podendo danificar as estruturas que impedem a radiação de escapar para o ambiente.
2- O que aconteceu em cada reator?
Três reatores (1, 2 e 3) sofreram explosões por causa de falhas no sistema de resfriamento. No reator 1, uma delas danificou o teto e a segunda parede de contenção do prédio. O reator 2 teve a primeira contenção danificada e está emitindo fumaça. O de número 3 é o que mais preocupa os técnicos por ser o único que utilizava uma mistura de urânio com plutônio, que é mais tóxico. A explosão que ocorreu ali na semana passada deixou 11 feridos e foi sentida a 40 km de distância da usina. Também está emitindo fumaça com partículas radioativas. O reator 4 estava desligado quando ocorreu o terremoto, mas uma explosão acabou danificando a piscina de resfriamento do material radioativo. Os reatores 5 e 6 também estavam desligados, mas a temperatura nas piscinas de resfriamento está subindo.
3- O que está sendo feito para evitar que o problema se agrave?
Técnicos evacuaram a área num raio de 20 km de distância da usina. Pessoas que vivem num raio de 20 a 30 km receberam a recomendação de permanecer dentro de casa e com as janelas fechadas para conter as partículas radioativas. Também está sendo injetada água do mar nos reatores. A água possui uma função dupla: 1) ajudar no resfriamento para evitar a decomposição da água e explosões decorrentes disso e 2) frear a disseminação de partículas radioativas suspensas no ar. Cabos de energia também foram reconectados para tentar reativar o sistema de refrigeração. Nos reatores 5 e 6, os técnicos também fizeram perfurações para liberar hidrogênio e evitar explosões.
4- O que a radiação pode provocar no corpo humano?
“Altas doses de radiação podem causar danos à medula óssea, ao trato gastrointestinal e ao sistema nervoso central, além de queimaduras na pele. Outra possibilidade é a ocorrência de efeitos que se manifestam anos após a exposição – o câncer, por exemplo”, explica Sandra Bellintani, especialista em radioproteção do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).
5- A radiação pode atingir áreas distantes de Fukushima?
Especialistas franceses acreditam que a radiação chegará à Europa e existem até sites monitorando o ar na França. E, nos Estados Unidos, as pessoas já estão até comprando medicamentos para se proteger. Mas, para Laércio Antônio Vinhas, Diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), isso é um exagero. Segundo ele, para que a radiação chegasse à Europa seria preciso que os quatro reatores sofressem uma enorme explosão ao tempo, coisa que os técnicos consideram impossível. “A radiação só vai longe se houver uma quantidade muito grande de material radioativo na atmosfera, o que não é o caso”, diz ele. Na verdade, se a coisa continuar como está, nem mesmo Tóquio deveria se preocupar. “A radiação não deve chegar até lá. Hoje, os níveis de radiação ali estão iguais aos de antes do acidente”, completa Laércio.
6- Essa crise pode adquirir dimensões semelhantes às de Chernobyl?
“Considerando a situação atual, a possibilidade de um acidente como o de Chernobyl é extremamente reduzida”, afirma Laércio Vinhas. Para ele, na pior das hipóteses, a área impactada pela radiação ficará entre 40 e 60 km de distância das usinas, dependendo da direção do vento. Para começar, o acidente da Ucrânia ocorreu com o reator em funcionamento, o que elevou a potência da explosão. Em Fukushima os reatores estavam desligados. Além disso, o estrago foi enorme em Chernobyl porque a usina não possuía nenhuma blindagem. As usinas atuais têm paredes espessas de contenção. Chernobyl deixou mais de 25 mil mortos e contaminou mais de três quartos da Europa. “No caso do Japão, as doses de radiação divulgadas até o momento são baixas e não acarretariam os efeitos verificados em Chernobyl. Se a situação não sofrer uma brusca mudança, provavelmente teremos pouco danos em poucas pessoas”, afirma Sandra Bellintani.
7- Como a situação ainda pode evoluir?
A radiação já está contaminando alimentos e água no Japão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação está mais séria do que o previsto e o governo japonês proibiu a distribuição de leite e duas verduras vindos de Fukushima e três províncias vizinhas. A Tepco, operadora da usina de Fukushima, informou que foram encontrados níveis mais altos do que o normal de elementos radioativos na água do mar da região. Níveis de iodo 131 estão 126,7 vezes maiores que o limite estabelecido, os de césio 137 estão 16,5 vezes maiores e os de césio 134 estão 24,8 vezes mais altos. Será preciso avaliar se isso pode ter contaminado frutos do mar. A neve e a chuva que estão castigando a região carregam partículas radioativas do ar para o solo e a água, o que favorece a contaminação de alimentos.
8- Como as pessoas podem se proteger? E como é feito o tratamento de quem já se contaminou?
Fica proibido o consumo de água, vegetais, carne e leite vindos das áreas afetadas. Os s profissionais que estão trabalhando nas usinas devem usar roupas especiais e respeitar o limite de tempo permitido para permanecer no local. Pelo menos 20 funcionários da central nuclear de Fukushima estão contaminados, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea). Nesse caso, a pessoa recebe um tratamento que dependerá do elemento radioativo que foi incorporado, visando fazer com que esse ele saia do corpo o mais rápido possível. No caso de contaminação por iodo, usam-se pastilhas de iodo não-radioativo, que é absorvido pela tireóide. Estando “satisfeito” com ele, o corpo não absorve iodo da atmosfera. No caso de contaminação por Césio (Cs-137), usa-se o azul da Prússia (Ferrocianeto Férrico), que promove a excreção do elemento pelo corpo.
9- O que acontecerá com a usina de Fukushima?
Uma vez que jogaram água do mar nela, a usina perdeu sua utilidade e deverá ser desmontada e, talvez, enterrada sob areia e concreto para proteger o ambiente de contaminação. E o prejuízo financeiro será bem grande. Laércio Vinhas acredita que será da ordem de dezenas de bilhões de dólares.
fonte: Superinteressante. Ana Carolina Prado
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