sábado, 12 de março de 2011

A amizade é uma das coisas mais importantes de nossas vidas



Seus amigos podem lhe trazer saúde, riqueza e felicidade - ou tirar tudo isso de você. Veja por que eles são ainda mais importantes do que você imagina.


Em 1937, na Universidade Harvard, começou o maior estudo já realizado sobre a saúde humana. O projeto, que continua até hoje, acompanha milhares de pessoas. Voluntários de todas as idades e perfis, que têm sua vida analisada e passam por entrevistas e exames periódicos que tentam responder à pergunta "o que faz uma pessoa ser saudável?" A conclusão é surpreendente. O fator que mais influi no nível de saúde das pessoas não é a riqueza, a genética, a rotina nem a alimentação. São os amigos. "A única coisa que realmente importa é a sua aptidão social - as suas relações com outras pes-soas", diz o psiquiatra George Valliant, coordenador do estudo há 30 anos. Os amigos são o principal indicador de bem-estar na vida de alguém. Ter laços fortes deamizade aumenta nossa vida em até 10 anos e previne uma série de doenças. Pessoas com mais de 70 anos têm 22% mais chance de chegar aos 80 se mantiverem relações de amizade fortes e ativas - e ter amigos ajuda mais nisso do que ter contato com familiares. Existe até uma quantidade mínima de amigos para que você fique menos vulnerável a doenças, segundo pesquisadores da Universidade Duke. Quatro. Gente com menos de 4 amigos tem risco dobrado de doenças cardíacas. Isso acontece porque a ocitocina - lembra-se dela? -, aquele hormônio que estimula as interações entre as pessoas, age no corpo como um oposto da adrenalina. Enquanto a adrenalina aumenta o nível de estresse, a ocitocina reduz os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea, o que diminui a probabilidade de ataques cardíacos e derrames. E pesquisas feitas nos EUA constataram que a ocitocina também aumenta os níveis no sangue de interleucina, componente do sistema imunológico que combate as infecções. 

Além de ser fundamental para o bem-estar mental, ter amigos também faz bem ao coração e ao corpo. Mas, se as amizades forem novas, é ainda melhor. A ocitocina dá o impulso inicial às relações e, depois de algum tempo, cede o lugar para o sistema da memória, que age mais rápido. Há estudos comprovando que amigos antigos não estimulam a liberação de ocitocina (a não ser quando você os reencontra depois de muito tempo longe). Por isso, tão importante quanto ter amigos do peito é fazer novas amizades durante toda a vida. Mas você já reparou que, conforme vai envelhecendo, fica mais difícil fazer novos amigos - e as amizades antigas parecem muito mais fortes? Existe uma possível explicação para isso. Há mais ocitocina no organismo durante a juventude, o que facilita a criação de relações mais profundas. Isso e o convívio, claro. Durante a adolescência, passamos quase 30% do nosso tempo com amigos. A partir daí, a vida vai mudando, novas obrigações vão surgindo - até que passamos a dedicar menos de 10% do tempo aos amigos. Se você acha que isso é uma coisa ruim, acertou. Uma pesquisa da Universidade de Princeton revelou que as pessoas consideram seu tempo com amigos mais agradável e importante do que o tempo gasto com sua família. Nós trocamos os amigos pelo trabalho, para ganhar mais dinheiro. Mas não deve-ríamos fazer isso. Não vale a pena. O dinheiro que você ganha no trabalho, durante o tempo em que não está com os amigos, tampouco compensa a falta deles. 

Quer dizer, mais ou menos. O economista Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, criou uma fórmula para calcular quanto dinheiro seria preciso ter para compensar a falta de amigos. Numa pesquisa com voluntários, Oswald descobriu que as pessoas se consideram mais felizes quando ganham aumento de salário ou fazem um novo amigo. Até aí, nada de novo. Mas ele resolveu cruzar as duas informações e chegou a uma conclusão: ganhar um amigoequivale a receber R$ 134 mil a mais de salário anual. Peça isso de aumento na próxima vez em que você tiver de fazer hora extra e não puder ir encontrar seus amigos no bar. Ou, então, faça mais amigos no próprio trabalho. Sim, esse tipo de amizade existe e também é superimportante. Quem tem umamigo no trabalho se sente 7 vezes mais envolvido com o que faz, 50% mais satisfeito e até duas vezes mais contente com o pagamento que recebe. Pessoas que possuem 3 ou mais amigos no trabalho têm 96% mais chance de estar satisfeitas com a vida (redação da SUPER, aquele abraço). 

Mas só 18% das pessoas trabalham em empresas que estimulam o desenvolvimento de amizades - com áreas de convivência adequadas para que as pessoas se aproximem. Pode parecer um detalhe, mas não é. Um mero café ou refeitório aumenta em 300% as chances de fazer amigos no trabalho. "O problema é quando a interação entre os funcionários se limita a falar mal do chefe", diz o psicólogo Tom Rath, do Instituto Gallup. 

Passa e repassa

Durante 55 anos, 53 mil pessoas de uma cidadezinha em Massachusetts foram monitoradas pelo governo dos EUA. A ideia era medir os índices de arteriosclerose entre os participantes. O monitoramento tinha dados como quem se casou, se separou, mudou de endereço, quem eram seus melhores amigos, quem parou de fumar, engordou ou perdeu peso, quem dizia estar feliz ou triste. Com a ajuda desse projeto, os sociólogos Nicholas Christakis e James Fowler perceberam que vários dos principais comportamentos humanos se espalham pelas nossas redes como se fossem vírus, tendo os amigos como transmissores. Quando uma pessoa se torna obesa, seus amigos têm 45% mais risco de engordar. Amigos de amigos também podem ser afetados. Uma pessoa tem até 20% mais probabilidade de ficar obesa se um amigo do seu amigoficar, e 10% de risco se isso acontecer com o amigo de um amigo de umamigo

O mais interessante é que, se sua mulher ou seu marido se tornar obeso, por exemplo, o seu risco de seguir o mesmo caminho aumenta somente 37%. Ou seja: os amigos têm mais poder sobre as suas atitudes do que qualquer outra pessoa. E isso vale para vários aspectos da sua vida (veja no infográfico). A explicação disso está nos chamados neurônios-espelho, que simulam automaticamente uma ação na nossa cabeça quando vemos alguém executá-la. Nós imitamos inconscientemente alguns gestos e atitudes das pessoas ao nosso redor. Ok, mas os neurônios-espelho também são acionados quando estamos com nossos parentes ou cônjuges. Por que, afinal, os amigos têm mais influência sobre nós? 

ciência ainda não sabe. Mas uma possível explicação é que, como os homens primitivos precisavam fazer alianças para trabalhar juntos na produção de alimentos, e comer é uma necessidade urgente (sem alimento, você e sua família morrem), a amizade tenha sido classificada como prioridade absoluta pelo cérebro - o que perdura até hoje. 

Se isso significa que os amigos trazem felicidade, também podem aumentar suas chances de entrar em depressão. Sabe aquelas pessoas que estão sempre mal, reclamando, e parecem sugar a energia das pessoas em volta? Cada amigotriste, segundo as equações de Christakis e Fowler, coloca você 7% mais para baixo. Mas a felicidade, felizmente, é muito mais potente: ter um amigocontente aumenta a sua chance de ficar feliz em 15,3% - e, a partir dele, cada pessoa alegre contribui com mais 9,8%. 

Agora você entende para que servem, afinal, aqueles colegas do primário que você raramente ou nunca vê - mas insiste em manter na agenda. Ter uma rede social extensa, mesmo que nem todas as relações sejam profundas, provavelmente fará você mais feliz do que ter um grupo pequeno de amigos do peito. E isso ajuda a explicar as transformações profundas pelas quais aamizade tem passado nos últimos 10 anos. Vire a página para saber por quê. 

REDE DE INFLUÊNCIA
Como as características e atitudes dos seus amigos mexem com você.

OBESIDADE
Um estudo feito na Universidade Harvard prova que não basta vigiar a balança - fique de olho também nos seus amigos. Eles têm uma influência enorme sobre o seu peso.
• Se o seu amigo é obeso: +45% risco para você
• Se o amigo do amigo é, seu risco aumenta em 20% 
• Se o obeso é o amigo do amigo do amigo, o risco aumenta 10% 
• Se é o esposo/a, 37%

TABAGISMO
Os pesquisadores também estudaram a maneira como o hábito de fumar se espalhava por um grupo de pessoas conectadas através do tempo, e descobriram que:
• Se um amigo seu começa a fumar, o seu risco de se tornar fumante aumenta 61%
• Se o amigo de um amigo vira fumante, o risco aumenta 29% 
• Se o amigo do amigo de um amigo fuma, o risco cresce 10% 

FELICIDADE
Ela também se espalha pelas redes de amigos. Mas (infelizmente), com menos intensidade.
• Se um amigo está feliz, a sua felicidade aumenta em 15,3% 
• Se o amigo de um amigo está feliz, a sua felicidade cresce 9,8% 
• Se o amigo do amigo do amigo está feliz, seu bem-estar aumenta 5,6% 
• Se é o esposo/a, 8%


Fonte: Revista Superinteressante, escrita por Camila Costa.

O Crescente Arredondamento das Formas


O Crescente Arredondamento das Formas
Apesar de exibir índices inferiores aos dos Estados Unidos, obesidade já é um problema de saúde pública



No Brasil, a obesidade já é considerada um sério problema de saúde pública. Segundo dados do Ministério da Saúde, 3,5 milhões de brasileiros estão em estado de obesidade mórbida – quando o peso de uma pessoa ultrapassa o valor 40 no índice de massa corporal (IMC, divisão do peso pela altura). Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2004, cerca de 10% das crianças e adolescentes brasileiros estão acima do peso e a cada ano esse número aumenta. A obesidade infantil provoca problemas precoces como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, doenças ortopédicas e até mesmo bullying nas escolas. Crianças diagnosticadas com obesidade desenvolvem hábitos como insaciabilidade – algumas chegam a repetir o prato até três vezes, durante as refeições – têm muita sede e cansaço exagerado. 

Uma das razões que contribuem para esse quadro é a junk food – alimentos altamente calóricos, mas pouco nutritivos. Hambúrgueres gordurosos, batatas fritas, milk-shake, sorvetes, pizzas, de fácil acesso às crianças, podem ser considerados atentados à saúde infantil. A publicidade massiva em torno desses alimentos, no entanto, faz com que sejam consumidos de maneira crescente. 

Na verdade, a junk food não é prejudicial apenas a crianças e adolescentes. Como resultado do consumo crescente, as estatísticas mostram que adultos brasileiros também arredondam perigosamente suas formas, com impacto direto na qualidade da saúde. O aumento do poder aquisitivo, mais recentemente, fez crescer o consumo desses alimentos – não apenas em restaurantes do tipo fast-food. No Brasil, cresce também o consumo de comidas congeladas com elevadas concentrações de conservantes, como reflexo de mudanças na estrutura social.
Segundo o mesmo estudo do IBGE, por volta de 43% dos brasileiros estão acima do peso ideal e 13% são obesos – porcentagem já elevada, mas equivalente a pouco mais que um terço da população americana de obesos. 

O quadro de obesidade mórbida está associado, quase sempre, a uma diversidade de causas. Entre elas, fatores biológicos e ambientais. Os fatores biológicos envolvem genética e metabolismo, enquanto depressão, angústia e ansiedade são considerados fatores ambientais. 

Há casos em que mesmo dietas e exercícios físicos não resultam em perda de peso, ao contrário. A pessoa pode ganhar ainda mais massa corpórea. As dietas radicais – normalmente divulgadas por revistas populares – não necessariamente funcionam, pois ao final de um ciclo a pessoa sente mais fome que normalmente, devido à falta de nutrientes ingeridos. Daí a importância de um tratamento criado e acompanhado por um profissional especializado na área. No Brasil, o tratamento contra a obesidade, na melhor das hipóteses, é acompanhado por nutricionistas. No entanto, praticamente não existe apoio com base nas ciências do comportamento, levando em conta que boa parte das dificuldades dos obesos é também de natureza psicológica. 

Uma opção para obesos ou pessoas acima do peso ideal interessadas em emagrecer de maneira saudável é o Vigilantes do Peso (www.vigilantesdopeso.com.br), organização mundial que participa ativamente do fórum científico global de disciplinas relacionadas ao controle do peso, dando suporte e acompanhamento para interessados. Na cidade de São Paulo, pacientes com quadro de obesidade mórbida podem recorrer ao tratamento no Hospital das Clínicas da FMUSP. No ano passado, o hospital iniciou testes com um novo tratamento que consiste em inserir uma prótese endoscópica flexível – com 62 cm de comprimento – na porção inicial do intestino delgado. Os primeiros resultados revelam perda de aproximadamente 30% de peso, o que correspondeu ao esperado pelos pesquisadores. Mas esta ainda está longe de ser uma solução ideal.

por Bruno Francheschi Troiano

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Vírus - Aula




                                                                            VÍRUS

Introdução a Ecologia - AULA



                                                                Introdução a Ecologia

Esclareça mitos sobre como acabar com o acúmulo de gordura na barriga


Todo mundo conhece uma receita para emagrece e perder a barriga. Apelar para cintas compressoras, roupas que estimulem o suor na região da cintura e equipamentos específicos para fazer abdominais são algumas medidas recomendadas por aí. Mas será que elas surtem efeito? Para tirar a dúvida, o UOL Ciência e Saúde ouviu especialistas no assunto e conta, a seguir, o que é mito ou verdade.
1 - Vinagre de maçã ajuda a diminuir a gordura e afinar a silhueta
Mito. Segundo o endocrinologista Marcio Mancini, do Hospital das Clínicas de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), nehum tipo de vinagre ajuda a diminuir a gordura. O mesmo vale para o suco de limão.
2 – A Caralluma Fimbriata e outros produtos vendidos para emagrecimento possibilitam a perda de peso sem regime
Mito. Mancini avisa que a Caralluma não é remédio, mas um suplemento alimentar que nem possuía registro na Anvisa e estava sendo vendido ilegalmente no Brasil. Ele explica que outros remédios existentes no mercado tentam, de alguma forma, ajudar a controlar os hábitos alimentares, ou a eliminar parte da gordura ingerida (sem deixar que seja absorvida). De acordo com o médico, eles auxiliam, mas não resolvem o problema sozinhos.
 3 - É possível perder gordura numa parte específica do corpo com exercícios localizados
Mito. Exercícios localizados utilizam gordura fornecida pela corrente sanguínea e não pelo tecido adiposo da região que está sendo trabalhada. O que é possível com esse tipo de exercícios é fortalecer a musculatura da área treinada. Com a musculatura tonificada, a região fica mais “durinha”, o que pode melhorar a aparência.  Segundo Mancini, se a pessoa vai emagrecer mais no abdômen ou nas coxas, isso vai depender da predisposição genética de cada um.
 4 - É possível perder gordura só na barriga
Mito. Mancini explica que as pessoas primeiro engordam na periferia do corpo (embaixo da pele, nos membros, nádegas, quadris), mas elas têm uma capacidade determinada geneticamente para ganhar peso nessas regiões. Depois que as células gordurosas da periferia ficam repletas, começa a ser armazenada gordura no abdômen, tanto embaixo da pele como profundamente, nos vasos e nos órgãos.
Algumas pessoas praticamente não ganham peso na periferia (em geral homens de pernas finas, que quando engordam ganham peso no abdômen) e outras podem ganhar muito peso na periferia (em geral mulheres de quadris e coxas avantajados, que não engordam muito no abdômen). Para emagrecer, o processo é o mesmo.
 5 - A caminhada é melhor que a corrida para queimar barriga
Mito. Mancini comenta que caminhar é ótimo, mas evidentemente correr aumenta mais o gasto calórico do que andar. A corrida é um exercício mais intenso que a caminhada e por isso causa um maior gasto calórico e consequente emagrecimento.
É claro que tudo depende de quem está praticando. Para os mais sedentários, com menor condicionamento físico,  a corrida pode ser um exercício intenso demais, e a pessoa não consegue manter o tempo suficiente para o emagrecimento. Nesse casos, a caminhada é mais indicada.
Também em obesos e pessoas com problemas no aparelho locomotor, a corrida pode ser contraindicada por causa do impacto, sendo a caminhada uma boa opção (dentre outras).
6 - Os exercícios aeróbios são melhores pra perder gordura que os exercícios anaeróbios (como a musculação)
Parcialmente verdade. Os exercícios aeróbios são muito importantes para a saúde cardiovascular e, especialmente nos dois primeiros meses, muito eficientes para e perda de peso.
Mas, como mostra o professor Paulo Gentil, do Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercícios (Gease), em seu livro “Emagrecimento: quebrando mitos e mudando paradigmas”, os exercícios anaeróbios intervalados (como por exemplo alternar 1 minuto de corrida na maior intensidade possível e 1 minuto de caminhada para descanso) se mostraram mais eficientes que os aeróbios em períodos superiores a dois meses. Mesmo nos dois primeiros meses, os exercícios intervalados apresentaram resultados semelhantes aos aeróbios, mas com menor perda de massa muscular.
É importante não confundir perda de peso absoluto e emagrecimento. A perda de massa muscular diminui o peso, mas também diminui o metabolismo, podendo aumentar a tendência a engordar. A manutenção da massa magra é importante para a saúde do indivíduo (como massa magra entendemos tudo que não é gordura, em especial estamos falando de ossos e músculos que são pesados e podem causar diferenças significativas na balança). 
Os exercícios resistidos (como os de musculação) normalmente não são tão eficientes para a perda de peso quanto os aeróbios e os intervalados. Mas o Mancini explica que, quando se aumenta a massa muscular com os exercícios de resistência, o corpo passa a queimar mais calorias (os músculos utilizam muita energia para se manter). Portanto, os dois são importantes.
7 - Beber chope e cerveja aumentam a barriga
Mito. Chope e cerveja têm calorias. Segundo o personal trainer Beto Fernandes, cada grama de álcool tem aproximadamente 7 calorias, e um copo de 300 ml de chope tem algo em torno de 120 calorias. Logo, a bebida ingerida em excesso engorda.
Mas, como explica Mancini, o indivíduo engorda nas regiões em que é predisposto geneticamente.
Vale lembrar que os petiscos que acompanham a cerveja também participam desse aumento de consumo calórico.
 8 - Usar cintas compressoras de abdômen ajudam a perder barriga
Mito. A cinta causa uma compressão local temporária, pode ser a solução para aquela festa onde você precisa estar com a aparência perfeita, mas a longo prazo é preciso se esforçar, cuidando da alimentação e fazendo exercícios. Não há milagres. Mancini diz que com a  cinta você só perde barriga na silhueta.
Além disso, o uso constante dessas cintas pode causar falta de força na musculatura postural, que acostuma com o suporte extra. O ideal é tentar se policiar para manter a postura e a barriga para dentro, fortalecendo os músculos do abdômen que sustentam a barriga, ajudando a diminuir o volume.
9 - Fazer longos períodos de jejum ajudam a emagrecer e perder barriga
Parcialmente verdade. O jejum emagrece, os os quilos voltam rapidamente assim que a pessoa volta a comer, como explica Mancini. Além disso, o jejum prolongado pode oferecer risco de vida.
10 - Fazer exercício em jejum potencializa a perda de gordura
Parcialmente verdade. Não há ainda comprovações sobre a eficiência dos exercícios feitos em jejum. Algumas pessoas parecem não se adaptar, apresentando até mesmo desmaios (o corpo induz o desmaio devido a falta de energia disponível) e algumas pessoas apresentam menor desempenho no exercício, pois o corpo diminui o metabolismo.
Já outros se adaptam bem a esse tipo de treino. Existem pesquisas que demonstram que em jejum a mobilização de gordura para a atividade é maior, mas esse efeito é muito pequeno. Segundo o professor Paulo Gentil, uma forma de explicar por que algumas pessoas conseguem emagrecer se exercitando em jejum é a redução da ingestão calórica diária, pois a pessoa precisa se programar para passar de 8 a 12 horas sem comer, além disso, é necessária força de vontade e disciplina, que podem ajudar na dieta e treinos.
Para Mancini, o sacrifício não vale à pena: há risco de mal estar, tontura, hipoglicemia.
 11 - Fazer exercício com muitas roupas para manter o calor ajuda a emagrecer
Mito. Mancini explica que simplesmente suar não emagrece. O mesmo vale para a sauna. Com o suor você perde água, por isso muitas vezes observamos efeito na balança logo depois do exercício, mas você terá que repor posteriormente essa água perdida.
12 - Exercícios abdominais diminuem a gordura da barriga
Mito. Fernandes explica que, se a barriga proeminente for fruto de flacidez, o exercício abdominal faz o músculo voltar à posição anatômica normal e o volume diminui. Agora, se a barriga for causada por excesso de gordura, o abdominal não vai adiantar. O gasto calórico nos exercícios abdominais é pequeno, por isso não exerce grande influência no emagrecimento.
Como resume Mancini, exercícios abdominais fortalecem os músculos. Já os exercícios aeróbicos diminuem a barriga.
Fontes: Beto Fernandes, personal trainer; Marcio Mancini, médico do Hospital das Clínicas de SP e presidente do departamento da obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem); e Paulo Gentil, presidente do Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercícios (Gease) e autor do livro “Emagrecimento: quebrando mitos e mudando paradigmas"

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

As doenças que mais matam no mundo


câncer mata mais. Anualmente, cerca de 7,6 milhões de pessoas com câncermorrem no mundo, contra 2,8 milhões de vítimas da aids, segundo a Organização Mundial da Saúde. Mas há mais gente viva com aids, do que comcâncer. Cerca de 40 milhões de pessoas diagnosticadas como soropositivas (portadoras do vírus HIV) vivem ao redor do planeta - 25 milhões só na África -, enquanto 24,6 milhões de pessoas lutam contra algum tipo de câncer. Quer dizer, esse é o número de pessoas diagnosticadas, porque um dos problemas do câncer é justamente a demora no diagnóstico. "A alta mortalidade do câncertem três razões principais: a doença manifesta-se de várias maneiras, pode atingir qualquer órgão do corpo e a maioria dos diagnósticos revela o tumor em fase avançada", diz o oncologista Vladimir Cordeiro de Lima, do Hospital doCâncer de São Paulo. O câncer é a maior causa de mortes no mundo, respondendo por 13% dos óbitos (veja o quadro abaixo). E a tendência é que se isole cada vez mais na liderança do ranking, já que pessoas mais velhas são mais propensas a desenvolver tumores malignos e, ano a ano, cresce a parcela de idosos na sociedade. Já a aids, embora ainda não tenha cura, pode ser controlada: tomando remédios, portadores do vírus HIV podem passar mais de dez anos sem manifestar a doença.

RANKING - 1
CAUSA DA MORTE - Câncer
MORTES POR ANO* - 7,6 milhões

RANKING - 2
CAUSA DA MORTE - Isquemia cardíaca
MORTES POR ANO* - 7,2 milhões

RANKING - 3
CAUSA DA MORTE - AVC (Acidente Vascular Cerebral)
MORTES POR ANO* - 5,5 milhões

RANKING - 4
CAUSA DA MORTE - Infecções respiratórias (pneumonia, bronquite etc.)
MORTES POR ANO* - 3,9 milhões

RANKING - 5
CAUSA DA MORTE - Aids
MORTES POR ANO* - 2,8 milhões

RANKING - 6
CAUSA DA MORTE - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
MORTES POR ANO* - 2,7 milhões

RANKING - 7
CAUSA DA MORTE - Doenças diarréicas (cólera, amebíase etc.)
MORTES POR ANO* - 1,8 milhão

RANKING - 8
CAUSA DA MORTE - Tuberculose
MORTES POR ANO* - 1,6 milhão

RANKING - 9
CAUSA DA MORTE - Malária
MORTES POR ANO* - 1,3 milhão

RANKING - 10
CAUSA DA MORTE - Diabetes
MORTES POR ANO* - 1 milhão

Álcool mata mais que Aids, violência e tuberculose, segundo OMS


Quase 4% de todas as mortes no mundo são atribuídas ao álcool, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS) em relatório divulgado nesta sexta-feira (11). A entidade da Organização das Nações Unidas (ONU) lembrou que o álcool é associado com muitas questões sociais sérias, como violência, negligência infantil e abusos, além de faltas ao trabalho. A porcentagem de mortes por álcool é maior do que as de mortes causadas por Aids, violência e tuberculose, diz a OMS.


O relatório afirma que o uso abusivo do álcool provoca 2,5 milhões de mortes todos os anos. No grupo com idades entre 25 e 39 anos, 320 mil pessoas morrem por problemas relacionados ao álcool, resultando em 9% das mortes nessa faixa etária. A OMS informou ainda que o álcool prejudica a vida não somente de quem o consome em excesso, mas também dos que se relacionam com essas pessoas. "Uma pessoa intoxicada pode prejudicar outras ou colocá-las em risco de acidentes de trânsito ou por comportamento violento, ou afetar negativamente colegas de trabalho, parentes e desconhecidos", afirma o texto.


A bebida em excesso é um importante fator para problemas psiquiátricos, em males como a epilepsia, e de doenças cardiovasculares, cirrose e vários tipos de câncer. "Ferimentos fatais atribuíveis ao consumo de álcool tendem a ocorrer em faixas etárias relativamente mais jovens", afirma.

O relatório global 2011 sobre álcool e saúde da OMS busca fornecer informações para os Estados vinculados à entidade e apoiar os esforços para se reduzir os danos do álcool, dando atenção para as consequências sociais e de saúde do consumo abusivo da bebida. A OMS lembra que o grau de risco para o consumo de álcool varia conforme a idade, o sexo e outras características biológicas do consumidor. É preciso observar, segundo a entidade, a quantidade de álcool consumido, mas também o padrão de consumo da pessoa em questão.


A OMS recomenda que os governos regulem o mercado de venda de bebidas, em particular para pessoas mais jovens. Também sugere regulações e restrições à disponibilidade do álcool, políticas apropriadas para se evitar que motoristas dirijam bêbados e a redução da demanda, com impostos mais altos. Afirma ainda que é preciso que os governos forneçam tratamento para pessoas com problemas com o álcool e implementem programas e intervenções breves diante do uso perigoso e prejudicial da bebida. A íntegra do relatório está disponível no site da OMS, em inglês (http://www.who.int).

domingo, 30 de janeiro de 2011

A caatinga corre risco de sumir?




alterar tamanho da fonte
diminuir tamanho da fonte
aumentar tamanho da fonte
Sim. Esse ecossistema de regiões semiáridas ocupa 11% do território nacional - quase 845 mil km2 - e já teve cerca de 80% da área alterada por ação humana. A principal vegetação do Nordeste se estende do Maranhão até Minas Gerais, fornecendo recursos naturais, como água, vegetais e madeira, a 27 milhões de pessoas. Por ser pouco estudada, a caatinga é tratada como se fosse pobre em biodiversidade, o que estimula desmatamentos e queimadas que ameaçam a vida de espécies vegetais e animais. Esse quadro ainda pode piorar, já que menos de 1% da área ocupada pela caatinga está sob proteção ambiental.
Vidas secas 
Espécies animais e vegetais estão ameaçadas de desaparecer da caatinga 

ARARINHA-AZUL
Ave exótica, vítima do tráfico ilegal e ameaçada de extinção. Restam menos de cem exemplares em cativeiro - a maioria, fora do Brasil. O desmatamento de árvores altas e antigas dificulta sua reprodução

BARAÚNA
Está presente em toda a área da caatinga e aparece também em algumas regiões do pantanal. Por oferecer madeira resistente, é considerada por alguns como a "substituta" da aroeira-do-sertão, embora também esteja ameaçada de extinção

BICHO-PREGUIÇA
É comercializado ilegalmente e corre o risco de desaparecer da fauna local. Por se alimentar de folhas de árvores, também é ameaçado pelo desmatamento

GATO-MARACAJÁ
Caçado por causa da pele, usada para fazer casacos, sumiu da caatinga. O felino se alimenta de espécies que vivem em árvores - cada vez mais raras na caatinga - e é alvo do tráfico de animais silvestres

AROEIRA-DO-SERTÃO
Nativa da caatinga e do cerrado, já figura na lista de espécies ameaçadas. Já foi predominante no bioma nordestino e, por fornecer uma madeira de boa qualidade para a construção civil, é explorada de maneira irresponsável - e sem fiscalização

COMO SALVAR A CAATINGA?
Além de estabelecer políticas públicas para conservar a caatinga e fiscalizar sua exploração, uma alternativa para salvar o ecossistema seria aproveitar a vegetação como matéria-prima para produtos alimentícios, artesanato e fármacos - o velame e o araticum combatem febre e diarreia, por exemplo

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?


Essa semana uma aluna me fez essa pergunta intrigante, essa foi a melhor resposta que encontrei.


Um cientista, um filósofo e um avicultor acreditam ter descoberto a resposta para uma das perguntas mais intrigantes da humanidade: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? A resposta dada pelos pensadores e pelos granjeiros é que o ovo veio antes, de acordo com uma reportagem publicada, nesta sexta-feira, no "The Times". O argumento é que o material genético não se transforma durante a vida do animal, mas que a primeira ave que se transformou no que chamamos hoje de uma galinha, existiu primeiro como embrião no interior de um ovo.

O professor John Brookfield, especialista de genética da evolução da Universidade de Nottigham, na Inglaterra, disse que a questão estava resolvida para ele. O organismo vivo no interior do ovo teria o mesmo DNA do que o animal que, logo, se transformaria na "primeira coisa viva que podemos classificar, sem medo, de membro dessa espécie é o primeiro ovo".
Para David Papineau, especialista em filosofia da Ciência do King's College, em Londres, se o primeiro pintinho saiu de um ovo é um erro pensar que, o ovo que gerou a galinha, produzido por pais de outra espécie, sofreu mutação.
- Se tem um pintinho dentro, o ovo é de galinha. Se um canguru colocasse ovo, e do ovo saísse um avestruz, o ovo seria de avestruz, não de canguru - disse Papineau.
A reportagem ouviu ainda o avicultor e presidente de um organismo do setor de aves, que também contribuiu para o debate, Charles Bourns.
- Os ovos existiam antes mesmo de nascer o primeiro pintinho. Claro que talvez não tivessem o aspecto que têm hoje - disse
.

sábado, 29 de janeiro de 2011

127 Horas

Tive o prazer de assistir a um dos filmes que concorre ao Oscar 2011.
 127 horas, a história verídica de um aventureiro que ao escalar um montanha, leva um tombo e fica com o braço preso a uma rocha. Simplesmente espetacular, uma lição de superação, de amor a vida. Vale a pena conferir.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Dormir com cachorros e gatos podem causar mais de 100 doenças.


Os bichos de estimação são adoráveis, mas nem por isso eles devem dormir na cama. É o que acredita o veterinário Bruno Chomel, da Universidade da Califórnia, que afirma que cães e gatos podem transmitir mais de 100 doenças para os humanos. Segundo ele, cerca de 56% dos donos de cachorros deixam os animais dormir na cama. Entre os donos de gatos, o número sobe para 62%.

Para Chomel, os pets não devem ficar em certos cômodos da casa, como os quartos, principalmente os quartos de bebês. Entre as doenças que podem ser transmitidas pelos cães que dividem a cama com seus donos estão a doença de Chagas e as verminoses. Já os gatos podem transmitir uma doença causada pela bactéria Bartonella, que pode danificar o fígado e os rins. Em raros casos, os animais de estimação também podem transmitir a super bactéria MRSA.- Muitas pessoas estão substituindo filhos por bichos de estimação. Esses cães e gatos acabam sendo tratados como humanos, e isso não é bom para a saúde das pessoas ou dos animais. Apesar de não transmitirem doenças com frequência, quando isso acontece o caso costuma ser sério - avalia.
A pesquisa de Chomel foi feita em parceria com o veterinário Ben Sun, do Departamento de Saúde da Califórnia. Além de coletar dados nos Estados Unidos, eles também avaliaram pesquisas similares feitas na Inglaterra, na França e na Holanda. De acordo com o levantamento, 53% dos participantes admitiram tratar os animais como membros da família. Quarenta e um porcento dos cachorros que dormem na cama são de raças pequenas, como yorkshire, poodle e shi tzu. Um terço dos donos de cães grandes, como labrador, deixa os bichos dormirem na cama.
O veterinário Larry Kornegay, presidente da Sociedade Americana de Veterinária, acredita que os donos de animais não precisam ficar alarmados, mas devem ter bom senso e manter as vacinas e a vermifugação de cães e gatos sempre em dia.
- Os benefícios de ter um bicho de estimação são muito maiores do que os riscos. Donos de cães e gatos têm a pressão mais baixa, menos depressão e se sentem menos sozinhos. Além disso, os donos de cães costumam ser mais ativos e têm mais amigos graças ao animal - conclui.