| O Crescente Arredondamento das Formas | ||||||
| Apesar de exibir índices inferiores aos dos Estados Unidos, obesidade já é um problema de saúde pública | ||||||
No Brasil, a obesidade já é considerada um sério problema de saúde pública. Segundo dados do Ministério da Saúde, 3,5 milhões de brasileiros estão em estado de obesidade mórbida – quando o peso de uma pessoa ultrapassa o valor 40 no índice de massa corporal (IMC, divisão do peso pela altura). Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2004, cerca de 10% das crianças e adolescentes brasileiros estão acima do peso e a cada ano esse número aumenta. A obesidade infantil provoca problemas precoces como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, doenças ortopédicas e até mesmo bullying nas escolas. Crianças diagnosticadas com obesidade desenvolvem hábitos como insaciabilidade – algumas chegam a repetir o prato até três vezes, durante as refeições – têm muita sede e cansaço exagerado. Uma das razões que contribuem para esse quadro é a junk food – alimentos altamente calóricos, mas pouco nutritivos. Hambúrgueres gordurosos, batatas fritas, milk-shake, sorvetes, pizzas, de fácil acesso às crianças, podem ser considerados atentados à saúde infantil. A publicidade massiva em torno desses alimentos, no entanto, faz com que sejam consumidos de maneira crescente. Na verdade, a junk food não é prejudicial apenas a crianças e adolescentes. Como resultado do consumo crescente, as estatísticas mostram que adultos brasileiros também arredondam perigosamente suas formas, com impacto direto na qualidade da saúde. O aumento do poder aquisitivo, mais recentemente, fez crescer o consumo desses alimentos – não apenas em restaurantes do tipo fast-food. No Brasil, cresce também o consumo de comidas congeladas com elevadas concentrações de conservantes, como reflexo de mudanças na estrutura social. Segundo o mesmo estudo do IBGE, por volta de 43% dos brasileiros estão acima do peso ideal e 13% são obesos – porcentagem já elevada, mas equivalente a pouco mais que um terço da população americana de obesos. O quadro de obesidade mórbida está associado, quase sempre, a uma diversidade de causas. Entre elas, fatores biológicos e ambientais. Os fatores biológicos envolvem genética e metabolismo, enquanto depressão, angústia e ansiedade são considerados fatores ambientais. Há casos em que mesmo dietas e exercícios físicos não resultam em perda de peso, ao contrário. A pessoa pode ganhar ainda mais massa corpórea. As dietas radicais – normalmente divulgadas por revistas populares – não necessariamente funcionam, pois ao final de um ciclo a pessoa sente mais fome que normalmente, devido à falta de nutrientes ingeridos. Daí a importância de um tratamento criado e acompanhado por um profissional especializado na área. No Brasil, o tratamento contra a obesidade, na melhor das hipóteses, é acompanhado por nutricionistas. No entanto, praticamente não existe apoio com base nas ciências do comportamento, levando em conta que boa parte das dificuldades dos obesos é também de natureza psicológica. Uma opção para obesos ou pessoas acima do peso ideal interessadas em emagrecer de maneira saudável é o Vigilantes do Peso (www.vigilantesdopeso.com.br), organização mundial que participa ativamente do fórum científico global de disciplinas relacionadas ao controle do peso, dando suporte e acompanhamento para interessados. Na cidade de São Paulo, pacientes com quadro de obesidade mórbida podem recorrer ao tratamento no Hospital das Clínicas da FMUSP. No ano passado, o hospital iniciou testes com um novo tratamento que consiste em inserir uma prótese endoscópica flexível – com 62 cm de comprimento – na porção inicial do intestino delgado. Os primeiros resultados revelam perda de aproximadamente 30% de peso, o que correspondeu ao esperado pelos pesquisadores. Mas esta ainda está longe de ser uma solução ideal. por Bruno Francheschi Troiano | ||||||
sábado, 12 de março de 2011
O Crescente Arredondamento das Formas
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Esclareça mitos sobre como acabar com o acúmulo de gordura na barriga
Todo mundo conhece uma receita para emagrece e perder a barriga. Apelar para cintas compressoras, roupas que estimulem o suor na região da cintura e equipamentos específicos para fazer abdominais são algumas medidas recomendadas por aí. Mas será que elas surtem efeito? Para tirar a dúvida, o UOL Ciência e Saúde ouviu especialistas no assunto e conta, a seguir, o que é mito ou verdade.
1 - Vinagre de maçã ajuda a diminuir a gordura e afinar a silhueta
Mito. Segundo o endocrinologista Marcio Mancini, do Hospital das Clínicas de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), nehum tipo de vinagre ajuda a diminuir a gordura. O mesmo vale para o suco de limão.
2 – A Caralluma Fimbriata e outros produtos vendidos para emagrecimento possibilitam a perda de peso sem regime
Mito. Mancini avisa que a Caralluma não é remédio, mas um suplemento alimentar que nem possuía registro na Anvisa e estava sendo vendido ilegalmente no Brasil. Ele explica que outros remédios existentes no mercado tentam, de alguma forma, ajudar a controlar os hábitos alimentares, ou a eliminar parte da gordura ingerida (sem deixar que seja absorvida). De acordo com o médico, eles auxiliam, mas não resolvem o problema sozinhos.
3 - É possível perder gordura numa parte específica do corpo com exercícios localizados
Mito. Exercícios localizados utilizam gordura fornecida pela corrente sanguínea e não pelo tecido adiposo da região que está sendo trabalhada. O que é possível com esse tipo de exercícios é fortalecer a musculatura da área treinada. Com a musculatura tonificada, a região fica mais “durinha”, o que pode melhorar a aparência. Segundo Mancini, se a pessoa vai emagrecer mais no abdômen ou nas coxas, isso vai depender da predisposição genética de cada um.
4 - É possível perder gordura só na barriga
Mito. Mancini explica que as pessoas primeiro engordam na periferia do corpo (embaixo da pele, nos membros, nádegas, quadris), mas elas têm uma capacidade determinada geneticamente para ganhar peso nessas regiões. Depois que as células gordurosas da periferia ficam repletas, começa a ser armazenada gordura no abdômen, tanto embaixo da pele como profundamente, nos vasos e nos órgãos.
Algumas pessoas praticamente não ganham peso na periferia (em geral homens de pernas finas, que quando engordam ganham peso no abdômen) e outras podem ganhar muito peso na periferia (em geral mulheres de quadris e coxas avantajados, que não engordam muito no abdômen). Para emagrecer, o processo é o mesmo.
5 - A caminhada é melhor que a corrida para queimar barriga
Mito. Mancini comenta que caminhar é ótimo, mas evidentemente correr aumenta mais o gasto calórico do que andar. A corrida é um exercício mais intenso que a caminhada e por isso causa um maior gasto calórico e consequente emagrecimento.
É claro que tudo depende de quem está praticando. Para os mais sedentários, com menor condicionamento físico, a corrida pode ser um exercício intenso demais, e a pessoa não consegue manter o tempo suficiente para o emagrecimento. Nesse casos, a caminhada é mais indicada.
Também em obesos e pessoas com problemas no aparelho locomotor, a corrida pode ser contraindicada por causa do impacto, sendo a caminhada uma boa opção (dentre outras).
6 - Os exercícios aeróbios são melhores pra perder gordura que os exercícios anaeróbios (como a musculação)
Parcialmente verdade. Os exercícios aeróbios são muito importantes para a saúde cardiovascular e, especialmente nos dois primeiros meses, muito eficientes para e perda de peso.
Mas, como mostra o professor Paulo Gentil, do Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercícios (Gease), em seu livro “Emagrecimento: quebrando mitos e mudando paradigmas”, os exercícios anaeróbios intervalados (como por exemplo alternar 1 minuto de corrida na maior intensidade possível e 1 minuto de caminhada para descanso) se mostraram mais eficientes que os aeróbios em períodos superiores a dois meses. Mesmo nos dois primeiros meses, os exercícios intervalados apresentaram resultados semelhantes aos aeróbios, mas com menor perda de massa muscular.
É importante não confundir perda de peso absoluto e emagrecimento. A perda de massa muscular diminui o peso, mas também diminui o metabolismo, podendo aumentar a tendência a engordar. A manutenção da massa magra é importante para a saúde do indivíduo (como massa magra entendemos tudo que não é gordura, em especial estamos falando de ossos e músculos que são pesados e podem causar diferenças significativas na balança).
Os exercícios resistidos (como os de musculação) normalmente não são tão eficientes para a perda de peso quanto os aeróbios e os intervalados. Mas o Mancini explica que, quando se aumenta a massa muscular com os exercícios de resistência, o corpo passa a queimar mais calorias (os músculos utilizam muita energia para se manter). Portanto, os dois são importantes.
7 - Beber chope e cerveja aumentam a barriga
Mito. Chope e cerveja têm calorias. Segundo o personal trainer Beto Fernandes, cada grama de álcool tem aproximadamente 7 calorias, e um copo de 300 ml de chope tem algo em torno de 120 calorias. Logo, a bebida ingerida em excesso engorda.
Mas, como explica Mancini, o indivíduo engorda nas regiões em que é predisposto geneticamente.
Vale lembrar que os petiscos que acompanham a cerveja também participam desse aumento de consumo calórico.
8 - Usar cintas compressoras de abdômen ajudam a perder barriga
Mito. A cinta causa uma compressão local temporária, pode ser a solução para aquela festa onde você precisa estar com a aparência perfeita, mas a longo prazo é preciso se esforçar, cuidando da alimentação e fazendo exercícios. Não há milagres. Mancini diz que com a cinta você só perde barriga na silhueta.
Além disso, o uso constante dessas cintas pode causar falta de força na musculatura postural, que acostuma com o suporte extra. O ideal é tentar se policiar para manter a postura e a barriga para dentro, fortalecendo os músculos do abdômen que sustentam a barriga, ajudando a diminuir o volume.
9 - Fazer longos períodos de jejum ajudam a emagrecer e perder barriga
Parcialmente verdade. O jejum emagrece, os os quilos voltam rapidamente assim que a pessoa volta a comer, como explica Mancini. Além disso, o jejum prolongado pode oferecer risco de vida.
10 - Fazer exercício em jejum potencializa a perda de gordura
Parcialmente verdade. Não há ainda comprovações sobre a eficiência dos exercícios feitos em jejum. Algumas pessoas parecem não se adaptar, apresentando até mesmo desmaios (o corpo induz o desmaio devido a falta de energia disponível) e algumas pessoas apresentam menor desempenho no exercício, pois o corpo diminui o metabolismo.
Já outros se adaptam bem a esse tipo de treino. Existem pesquisas que demonstram que em jejum a mobilização de gordura para a atividade é maior, mas esse efeito é muito pequeno. Segundo o professor Paulo Gentil, uma forma de explicar por que algumas pessoas conseguem emagrecer se exercitando em jejum é a redução da ingestão calórica diária, pois a pessoa precisa se programar para passar de 8 a 12 horas sem comer, além disso, é necessária força de vontade e disciplina, que podem ajudar na dieta e treinos.
Para Mancini, o sacrifício não vale à pena: há risco de mal estar, tontura, hipoglicemia.
11 - Fazer exercício com muitas roupas para manter o calor ajuda a emagrecer
Mito. Mancini explica que simplesmente suar não emagrece. O mesmo vale para a sauna. Com o suor você perde água, por isso muitas vezes observamos efeito na balança logo depois do exercício, mas você terá que repor posteriormente essa água perdida.
12 - Exercícios abdominais diminuem a gordura da barriga
Mito. Fernandes explica que, se a barriga proeminente for fruto de flacidez, o exercício abdominal faz o músculo voltar à posição anatômica normal e o volume diminui. Agora, se a barriga for causada por excesso de gordura, o abdominal não vai adiantar. O gasto calórico nos exercícios abdominais é pequeno, por isso não exerce grande influência no emagrecimento.
Como resume Mancini, exercícios abdominais fortalecem os músculos. Já os exercícios aeróbicos diminuem a barriga.
Fontes: Beto Fernandes, personal trainer; Marcio Mancini, médico do Hospital das Clínicas de SP e presidente do departamento da obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem); e Paulo Gentil, presidente do Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercícios (Gease) e autor do livro “Emagrecimento: quebrando mitos e mudando paradigmas"
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
As doenças que mais matam no mundo
O câncer mata mais. Anualmente, cerca de 7,6 milhões de pessoas com câncermorrem no mundo, contra 2,8 milhões de vítimas da aids, segundo a Organização Mundial da Saúde. Mas há mais gente viva com aids, do que comcâncer. Cerca de 40 milhões de pessoas diagnosticadas como soropositivas (portadoras do vírus HIV) vivem ao redor do planeta - 25 milhões só na África -, enquanto 24,6 milhões de pessoas lutam contra algum tipo de câncer. Quer dizer, esse é o número de pessoas diagnosticadas, porque um dos problemas do câncer é justamente a demora no diagnóstico. "A alta mortalidade do câncertem três razões principais: a doença manifesta-se de várias maneiras, pode atingir qualquer órgão do corpo e a maioria dos diagnósticos revela o tumor em fase avançada", diz o oncologista Vladimir Cordeiro de Lima, do Hospital doCâncer de São Paulo. O câncer é a maior causa de mortes no mundo, respondendo por 13% dos óbitos (veja o quadro abaixo). E a tendência é que se isole cada vez mais na liderança do ranking, já que pessoas mais velhas são mais propensas a desenvolver tumores malignos e, ano a ano, cresce a parcela de idosos na sociedade. Já a aids, embora ainda não tenha cura, pode ser controlada: tomando remédios, portadores do vírus HIV podem passar mais de dez anos sem manifestar a doença.
RANKING - 1
CAUSA DA MORTE - Câncer
MORTES POR ANO* - 7,6 milhões
RANKING - 2
CAUSA DA MORTE - Isquemia cardíaca
MORTES POR ANO* - 7,2 milhões
RANKING - 3
CAUSA DA MORTE - AVC (Acidente Vascular Cerebral)
MORTES POR ANO* - 5,5 milhões
RANKING - 4
CAUSA DA MORTE - Infecções respiratórias (pneumonia, bronquite etc.)
MORTES POR ANO* - 3,9 milhões
RANKING - 5
CAUSA DA MORTE - Aids
MORTES POR ANO* - 2,8 milhões
RANKING - 6
CAUSA DA MORTE - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
MORTES POR ANO* - 2,7 milhões
RANKING - 7
CAUSA DA MORTE - Doenças diarréicas (cólera, amebíase etc.)
MORTES POR ANO* - 1,8 milhão
RANKING - 8
CAUSA DA MORTE - Tuberculose
MORTES POR ANO* - 1,6 milhão
RANKING - 9
CAUSA DA MORTE - Malária
MORTES POR ANO* - 1,3 milhão
RANKING - 10
CAUSA DA MORTE - Diabetes
MORTES POR ANO* - 1 milhão
Álcool mata mais que Aids, violência e tuberculose, segundo OMS
Quase 4% de todas as mortes no mundo são atribuídas ao álcool, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS) em relatório divulgado nesta sexta-feira (11). A entidade da Organização das Nações Unidas (ONU) lembrou que o álcool é associado com muitas questões sociais sérias, como violência, negligência infantil e abusos, além de faltas ao trabalho. A porcentagem de mortes por álcool é maior do que as de mortes causadas por Aids, violência e tuberculose, diz a OMS.
O relatório afirma que o uso abusivo do álcool provoca 2,5 milhões de mortes todos os anos. No grupo com idades entre 25 e 39 anos, 320 mil pessoas morrem por problemas relacionados ao álcool, resultando em 9% das mortes nessa faixa etária. A OMS informou ainda que o álcool prejudica a vida não somente de quem o consome em excesso, mas também dos que se relacionam com essas pessoas. "Uma pessoa intoxicada pode prejudicar outras ou colocá-las em risco de acidentes de trânsito ou por comportamento violento, ou afetar negativamente colegas de trabalho, parentes e desconhecidos", afirma o texto.
A bebida em excesso é um importante fator para problemas psiquiátricos, em males como a epilepsia, e de doenças cardiovasculares, cirrose e vários tipos de câncer. "Ferimentos fatais atribuíveis ao consumo de álcool tendem a ocorrer em faixas etárias relativamente mais jovens", afirma.
O relatório global 2011 sobre álcool e saúde da OMS busca fornecer informações para os Estados vinculados à entidade e apoiar os esforços para se reduzir os danos do álcool, dando atenção para as consequências sociais e de saúde do consumo abusivo da bebida. A OMS lembra que o grau de risco para o consumo de álcool varia conforme a idade, o sexo e outras características biológicas do consumidor. É preciso observar, segundo a entidade, a quantidade de álcool consumido, mas também o padrão de consumo da pessoa em questão.
A OMS recomenda que os governos regulem o mercado de venda de bebidas, em particular para pessoas mais jovens. Também sugere regulações e restrições à disponibilidade do álcool, políticas apropriadas para se evitar que motoristas dirijam bêbados e a redução da demanda, com impostos mais altos. Afirma ainda que é preciso que os governos forneçam tratamento para pessoas com problemas com o álcool e implementem programas e intervenções breves diante do uso perigoso e prejudicial da bebida. A íntegra do relatório está disponível no site da OMS, em inglês (http://www.who.int).
domingo, 30 de janeiro de 2011
A caatinga corre risco de sumir?
Sim. Esse ecossistema de regiões semiáridas ocupa 11% do território nacional - quase 845 mil km2 - e já teve cerca de 80% da área alterada por ação humana. A principal vegetação do Nordeste se estende do Maranhão até Minas Gerais, fornecendo recursos naturais, como água, vegetais e madeira, a 27 milhões de pessoas. Por ser pouco estudada, a caatinga é tratada como se fosse pobre em biodiversidade, o que estimula desmatamentos e queimadas que ameaçam a vida de espécies vegetais e animais. Esse quadro ainda pode piorar, já que menos de 1% da área ocupada pela caatinga está sob proteção ambiental.
Vidas secas
Espécies animais e vegetais estão ameaçadas de desaparecer da caatinga
ARARINHA-AZUL
Ave exótica, vítima do tráfico ilegal e ameaçada de extinção. Restam menos de cem exemplares em cativeiro - a maioria, fora do Brasil. O desmatamento de árvores altas e antigas dificulta sua reprodução
BARAÚNA
Está presente em toda a área da caatinga e aparece também em algumas regiões do pantanal. Por oferecer madeira resistente, é considerada por alguns como a "substituta" da aroeira-do-sertão, embora também esteja ameaçada de extinção
BICHO-PREGUIÇA
É comercializado ilegalmente e corre o risco de desaparecer da fauna local. Por se alimentar de folhas de árvores, também é ameaçado pelo desmatamento
GATO-MARACAJÁ
Caçado por causa da pele, usada para fazer casacos, sumiu da caatinga. O felino se alimenta de espécies que vivem em árvores - cada vez mais raras na caatinga - e é alvo do tráfico de animais silvestres
AROEIRA-DO-SERTÃO
Nativa da caatinga e do cerrado, já figura na lista de espécies ameaçadas. Já foi predominante no bioma nordestino e, por fornecer uma madeira de boa qualidade para a construção civil, é explorada de maneira irresponsável - e sem fiscalização
Espécies animais e vegetais estão ameaçadas de desaparecer da caatinga
ARARINHA-AZUL
Ave exótica, vítima do tráfico ilegal e ameaçada de extinção. Restam menos de cem exemplares em cativeiro - a maioria, fora do Brasil. O desmatamento de árvores altas e antigas dificulta sua reprodução
BARAÚNA
Está presente em toda a área da caatinga e aparece também em algumas regiões do pantanal. Por oferecer madeira resistente, é considerada por alguns como a "substituta" da aroeira-do-sertão, embora também esteja ameaçada de extinção
BICHO-PREGUIÇA
É comercializado ilegalmente e corre o risco de desaparecer da fauna local. Por se alimentar de folhas de árvores, também é ameaçado pelo desmatamento
GATO-MARACAJÁ
Caçado por causa da pele, usada para fazer casacos, sumiu da caatinga. O felino se alimenta de espécies que vivem em árvores - cada vez mais raras na caatinga - e é alvo do tráfico de animais silvestres
AROEIRA-DO-SERTÃO
Nativa da caatinga e do cerrado, já figura na lista de espécies ameaçadas. Já foi predominante no bioma nordestino e, por fornecer uma madeira de boa qualidade para a construção civil, é explorada de maneira irresponsável - e sem fiscalização
COMO SALVAR A CAATINGA?
Além de estabelecer políticas públicas para conservar a caatinga e fiscalizar sua exploração, uma alternativa para salvar o ecossistema seria aproveitar a vegetação como matéria-prima para produtos alimentícios, artesanato e fármacos - o velame e o araticum combatem febre e diarreia, por exemplo
Além de estabelecer políticas públicas para conservar a caatinga e fiscalizar sua exploração, uma alternativa para salvar o ecossistema seria aproveitar a vegetação como matéria-prima para produtos alimentícios, artesanato e fármacos - o velame e o araticum combatem febre e diarreia, por exemplo
Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?
Essa semana uma aluna me fez essa pergunta intrigante, essa foi a melhor resposta que encontrei.
Um cientista, um filósofo e um avicultor acreditam ter descoberto a resposta para uma das perguntas mais intrigantes da humanidade: quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? A resposta dada pelos pensadores e pelos granjeiros é que o ovo veio antes, de acordo com uma reportagem publicada, nesta sexta-feira, no "The Times". O argumento é que o material genético não se transforma durante a vida do animal, mas que a primeira ave que se transformou no que chamamos hoje de uma galinha, existiu primeiro como embrião no interior de um ovo.
O professor John Brookfield, especialista de genética da evolução da Universidade de Nottigham, na Inglaterra, disse que a questão estava resolvida para ele. O organismo vivo no interior do ovo teria o mesmo DNA do que o animal que, logo, se transformaria na "primeira coisa viva que podemos classificar, sem medo, de membro dessa espécie é o primeiro ovo".
Para David Papineau, especialista em filosofia da Ciência do King's College, em Londres, se o primeiro pintinho saiu de um ovo é um erro pensar que, o ovo que gerou a galinha, produzido por pais de outra espécie, sofreu mutação.
- Se tem um pintinho dentro, o ovo é de galinha. Se um canguru colocasse ovo, e do ovo saísse um avestruz, o ovo seria de avestruz, não de canguru - disse Papineau.
A reportagem ouviu ainda o avicultor e presidente de um organismo do setor de aves, que também contribuiu para o debate, Charles Bourns.
- Os ovos existiam antes mesmo de nascer o primeiro pintinho. Claro que talvez não tivessem o aspecto que têm hoje - disse
.sábado, 29 de janeiro de 2011
127 Horas
Tive o prazer de assistir a um dos filmes que concorre ao Oscar 2011.
127 horas, a história verídica de um aventureiro que ao escalar um montanha, leva um tombo e fica com o braço preso a uma rocha. Simplesmente espetacular, uma lição de superação, de amor a vida. Vale a pena conferir.
127 horas, a história verídica de um aventureiro que ao escalar um montanha, leva um tombo e fica com o braço preso a uma rocha. Simplesmente espetacular, uma lição de superação, de amor a vida. Vale a pena conferir.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Dormir com cachorros e gatos podem causar mais de 100 doenças.
Os bichos de estimação são adoráveis, mas nem por isso eles devem dormir na cama. É o que acredita o veterinário Bruno Chomel, da Universidade da Califórnia, que afirma que cães e gatos podem transmitir mais de 100 doenças para os humanos. Segundo ele, cerca de 56% dos donos de cachorros deixam os animais dormir na cama. Entre os donos de gatos, o número sobe para 62%.
Para Chomel, os pets não devem ficar em certos cômodos da casa, como os quartos, principalmente os quartos de bebês. Entre as doenças que podem ser transmitidas pelos cães que dividem a cama com seus donos estão a doença de Chagas e as verminoses. Já os gatos podem transmitir uma doença causada pela bactéria Bartonella, que pode danificar o fígado e os rins. Em raros casos, os animais de estimação também podem transmitir a super bactéria MRSA.- Muitas pessoas estão substituindo filhos por bichos de estimação. Esses cães e gatos acabam sendo tratados como humanos, e isso não é bom para a saúde das pessoas ou dos animais. Apesar de não transmitirem doenças com frequência, quando isso acontece o caso costuma ser sério - avalia.
A pesquisa de Chomel foi feita em parceria com o veterinário Ben Sun, do Departamento de Saúde da Califórnia. Além de coletar dados nos Estados Unidos, eles também avaliaram pesquisas similares feitas na Inglaterra, na França e na Holanda. De acordo com o levantamento, 53% dos participantes admitiram tratar os animais como membros da família. Quarenta e um porcento dos cachorros que dormem na cama são de raças pequenas, como yorkshire, poodle e shi tzu. Um terço dos donos de cães grandes, como labrador, deixa os bichos dormirem na cama.
O veterinário Larry Kornegay, presidente da Sociedade Americana de Veterinária, acredita que os donos de animais não precisam ficar alarmados, mas devem ter bom senso e manter as vacinas e a vermifugação de cães e gatos sempre em dia.
- Os benefícios de ter um bicho de estimação são muito maiores do que os riscos. Donos de cães e gatos têm a pressão mais baixa, menos depressão e se sentem menos sozinhos. Além disso, os donos de cães costumam ser mais ativos e têm mais amigos graças ao animal - conclui.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Descobertas do passado e para o futuro - Retrospectiva 2010
Aqueles que gostam de acompanhar as últimas descobertas da ciência e novidades da tecnologia certamente encontraram em 2010 um prato cheio. Pesquisadores apresentaram muitas novidades, ou pelo menos promessas de mudanças que poderão mudar a vida das pessoas num futuro nem tão distante assim.
Curiosamente, as notícias mais interessantes nessa área caminham em duas direções opostas: passado e futuro.
No passado: Humanos descobriram que tem em seu DNA um pouco do Homem de Neandethal. Ou seja: alguém pulou a cerca na pré-história.
No futuro: Primeiro planeta em condições de abrir a vida humana foi descoberto fora do sistema solar. Pode rolar colonização humana...
E mais. Cientistas criam primeira bactéria artificialmente, por meio da decodificação de seu código genético. Avião movido a energia solar promete nova possibilidade de transporte não poluente; a vida transborda nas descobertas de espécies inusitadas, catalogadas pelo novo censo marinho.
TRANSPLANTE DE ROSTO
O primeiro transplante total de rosto aconteceu em julho deste ano. Logo depois do evento, o transplantado, um espanhol de 31 anos, identificado apenas por Oscar, apareceu diante das câmeras de TV para agradecer aos profissionais envolvidos e à família do doador.
Foram 24 horas de cirurgia para devolver ao paciente um rosto inteiro, com queixo, nariz, maçãs do rosto, músculos, dentes e pálpebras. Havia cinco anos que ele não conseguia respirar ou comer sozinho, depois de atirar acidentalmente em si mesmo.
Embora a cirurgia tenha sido bem sucedida, Oscar ainda passará por um longo período de recuperação. Segundo o chefe da equipe cirúrgica, Joan Pere Barret, ele precisará de um ano a um ano e meio de fisioterapia para que possa recuperar até 90% de suas funções da face.
Logo que deixou o hospital, o transplantado já conseguiu beber e ingerir alimentos macios, além de falar. Ele também passou a ter sensibilidade no rosto e já recuperou alguns movimentos dos músculos faciais.
Em 2005, na França, já havia sido feito um transplante parcial de rosto. De lá para cá, outras cirurgias semelhantes já estão sendo feitas, mas nenhuma dela de forma completa como aconteceu com Oscar.
HOMEM PRIMITIVO
Por essa ninguém esperava. O homo sapiens, espécie a que a humanidade pertence, tem um pouco do primitivo homem de Neanderthal em sua herança genética. A descoberta, revelada em maio por uma equipe internacional de cientistas, indica que, em algum momento do passado, as duas espécies procriaram.
Segundo o estudo, publicado na revista “Science”, de 1% a 4% do genoma humano (2% de seus genes) provêm do homem de Neanderthal, que apareceu há cerca de 400.000 anos e se extinguiu há 30.000 anos.
Os pesquisadores, liderados pelo professor de engenharia biomolecular Richard Green, da Universidade da Califórnia, avaliam que o contato entre as duas espécies ocorreu de 50.000 a 80.000 anos atrás, provavelmente quando os primeiros Homo sapiens saíram da África e se espalharam pelos demais continentes.
VIDA EM MARTE?
Em junho, a Nasa anunciou a comprovação de que em Marte há ambientes que já foram favoráveis ao aparecimento da vida. Isso porque verificaram-se vários indícios de que o planeta possuiu, no passado, regiões úmidas e não áridas, favoráveis à existência de vida humana.
A Nasa já havia encontrado outras evidências, porém estudos indicaram locais possivelmente ácidos. Já as amostras examinadas pelo veículo Spirit, em 2005, revelaram altas concentrações de carbonato, mineral em condições úmidas e de ph quase neutro.
A descoberta de que é possível sobreviver em Marte tende a ser uma das mais importantes desde o envio das sondas marcianas. E a região que mais chamou a atenção foi a de Comanche, entre os morros Husband e a planície Home Plate.
O carbonato de magnésio encontrado constitui cerca de um quarto do volume medido. A quantidade é dez vezes maior do que qualquer concentração previamente medida em rochas marcianas.
Altas concentrações desse mineral, segundo os cientistas, confirmam teorias sobre passado do planeta, que teria sido quente e com água em abundância.
SENSO MARINHO
Depois de 10 anos de estudos, foi concluído em outubro o senso marinho, que revelou descobertas de novas espécies exóticas, que poderão ajudar na avaliação de ameaças como mudanças climáticas, entre outras catástrofes. Entre elas, os efeitos o recente vazamento de petróleo em um poço da British Petroleum (BP) no golfo do México.
O número de espécies marinhas de animais e plantas maiores que micróbios aumentou de 230 mil para 250 mil. Mas os cientistas calculam ainda serem descobertas mais de 750 mil espécies em profundezas abissais e em partes do Ártico, Antártida e Pacífico.
O estudo detectou seis mil espécies potencialmente novas, como crustáceos e moluscos e descrições formais de mais de 1.200 animais. Foram contabilizadas, ainda, mais de oito mil espécies de peixes e mamíferos na área em que houve o vazamento da BP.
Os investimentos atingiram o montante de 650 milhões de dólares e envolveu 2.700 especialistas em 80 países. Entre descobertas, os cientistas apontaram um caranguejo de garras peludas, um peixe luminoso, um tipo de camarão já considerado extinto e uma lula de sete metros de comprimento.
EXOPLANETA HABITÁVEL
Em setembro, uma noticia despertou a atenção de estudiosos, cientistas e curiosos em geral: a descoberta do primeiro exoplaneta habitável, por uma equipe de “caçadores de planetas”.
O exoplaneta, ou planeta fora do sistema solar, tem quase o mesmo tamanho da Terra e orbita uma estrela na constelação de Libra, a 20 anos luz de distância, conforme anunciaram os astrônomos da Universidade da Califórnia e do Instituto Carnegie, em Washington.
Este seria o primeiro planeta possível de ser colonizado. Outros dois já foram encontrados, porém nas extremidades, onde a temperatura é muito fria ou muito quente, o que inviabilizaria a colonização.
Para ser potencialmente habitável, um planeta precisa oferecer recursos para formação da vida, como a existência de água líquida e atmosfera, condições encontradas no exoplaneta recém-descoberto.
CÉLULAS TRONCO
Em outubro, um grupo de médicos americanos que atuavam no tratamento de um paciente com lesões na medula espinhal iniciou os primeiros testes clínicos com células-tronco embrionárias.
As células-tronco foram utilizadas pela empresa Geron Corp, que não quis revelar os detalhes do ensaio. Ela obteve a primeira licença da Food and Drug Administration (responsável pela regulação de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos) e utilizará essas células para o tratamento de humanos.
Para esse primeiro tratamento, o paciente inscreveu-se no Shepherd, um hospital de reabilitação de lesões na medula espinhal e do cérebro e no centro de pesquisas clínicas de Atlanta, na Georgia.
A Geron utiliza as células-tronco de embriões humanos descartados em tratamentos de fertilidade. O objetivo é que elas se desloquem para o local de alguma lesão recente na espinha. Assim, poderão emitir compostos para ajudar os nervos danificados na medula a se regenerarem.
BACTÉRIA ARTIFICIAL
Pesquisadores do instituto de ciências californiano J. Craig Venter anunciaram, em maio, uma conquista inédita. Pela primeira vez na história, reproduziram um organismo vivo a partir de um genoma criado em laboratório.
O primeiro mapa genético criado artificialmente sintetiza uma bactéria já existente, a Mycoplasma mycoides, que possui estrutura bastante simples. Seu seqüenciamento foi copiado interamente em laboratório e implantado numa célula receptora, que sobreviveu e se reproduziu.
A partir da experiência, os cientistas esperam usar o software que criou a bactéria para finalidades mais práticas, como produzir remédios, vacinas e combustíveis menos poluentes, segundo informa a revista “Science”, que publicou a pesquisa.
AVIÃO MOVIDO A ENERGIA SOLAR
O primeiro avião movido a energia solar estreou sua decolagem em julho. O Solar Impulse saiu do aeroporto de Payerne, na Suiça, e viajou por cerca de 25 horas. O comandante, André Borschberg, co-fundador do projeto, pretende usar a aeronave para dar a volta ao mundo, em 2012.
O avião possui 12 mil células fotoelétricas, sua única fonte de energia. Elas se localizam nas asas e dão suporte a quatro motores, cada um com potência de 10 cavalos. A expectativa é de que o avião atinja a altitude de até 8.500 metros para carregar as baterias e mais 1.500 para manter o vôo noturno.
Tão logo seja finalizado o projeto, ele se tornará um marco na história da aviação. Será a primeira vez que um avião movido a energia solar voará durante tantas horas e nas altitudes constatadas. Para tornar esse projeto realidade, a equipe trabalhou nos últimos sete anos “sonhando com este dia”, disse Borschberg.
ÁGUA EM ASTERÓIDE
Pesquisadores que já haviam descoberto a presença de gelo em moléculas orgânicas em um asteróide, identificaram, em outubro, outro corpo do mesmo tipo, o asteróide 65 Cybele. Isso comprova a tese de que há regiões do Sistema Solar com mais água congelada do que se imaginava.
A constatação é do cientista Humberto Campins, de uma das equipes da Universidade da Flórida Central que pesquisa o assunto. Para ele, “isso apoia a teoria de que asteroides podem ter atingido a Terra e trazido ao nosso planeta água e os tijolos básicos para que a vida surgisse e evoluísse aqui."
O asteróide 65 Cybele é maior que o 24 Themis, encontrado em estudos anteriores. Ele tem diâmetro de 290 km, enquanto o outro asteroide apresentou 200 km. Tanto um quanto o outro foram encontrados na região do cinturão de asteroides, localizada entre Marte e Júpiter.
AQUÍFERO DA AMAZÔNIA
O Aquífero Alter do Chão, reserva subterrânea natural da região amazônica, foi apontado como o de maior volume de água potável do mundo. Essa é a conclusão de estudo desenvolvido por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA).
A reserva está localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá, com um volume de 86 mil km³ de água doce, suficiente para abastecer em aproximadamente 100 vezes a população mundial. Segundo os geólogos, há possibilidade do aqüífero ser ainda maior do que o calculado inicialmente.
De acordo com um dos geólogos, Milton Matta, que desenvolve a pesquisa, existem indicativos suficientes para se afirmar tratar-se do maior aquífero do planeta, já que localiza-se sob a maior bacia hidrográfica do mundo, que é a do Amazonas/Solimões. Ele e seu grupo propõem batizar a reserva de Aquífero Grande Amazônia, “para que tenha uma visibilidade comercial mais interessante”, concluiu.
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